Economia

12 Abr 2012

Economia que não se relaciona com o sistema educativo "está condenada"

Ana Petronilho
Economia que não se relaciona com o sistema educativo

Uma economia que não se relaciona com o sistema educativo ou com a formação profissional "está naturalmente condenada a correr atrás de uma agenda", disse hoje o governador do Banco de Portugal.

Para o Carlos Costa, uma economia "funciona como um ser vivo que está constantemente sob ataque e a sua única saída para a sobrevivência é mover-se inovando e aperfeiçoando o que já faz". Uma receita na qual a educação e a formação são uma peça fundamental, até porque, acrescenta, "uma população menos educada tende a situar-se em gamas mais baixas de produção". Carlos Costa sublinha que este "é o principal problema da economia portuguesa que se fechou na fábrica e no proteccionismo e não antecipou a ameaça e a resposta à ameaça".

Estas foram algumas das conclusões da palestra de Carlos Costa sobre "O Papel da Educação na Promoção do Processo de Desenvolvimento Económico Sustentado", que decorreu hoje à tarde, onde também foi anunciado que o Banco de Portugal é um dos novos parceiros da associação Epis - Associação Empresários pela Inclusão Social. Uma nova aposta que o Banco de Portugal faz na área da educação porque entende que "evitar situações de pobreza e de marginalização é um objectivo do qual a sociedade civil não se pode alhear".

Assim, o governador considera que a aposta na educação, na formação profissional e na investigação são o espelho "da capacidade de inovação de uma economia". Carlos Costa teceu algumas críticas ao sistema de formação profissional português que considera ainda como sendo "pobre" e como sendo "um grande mecanismo de inclusão com potencial e ainda por explorar".

Também o mercado de emprego mereceu alguns dos comentários do governador que alertou ainda para os problemas levantados pelos "contratos a termo" que considera como sendo um "entrave ao investimento na formação". Além disso, Carlos Costa diz-se "preocupado" com os jovens de hoje em dia "que saem das universidades e estão muito tempo à espera de emprego", principalmente "de um emprego estável".

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