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Teixeira dos Santos já reagiu ao corte da notação financeira da República portuguesa da parte da S&P.
Assegurando que "faremos o que for necessário para assegurar a eliminação do défice excessivo", o ministro diz "ser tempo de o Governo e os partidos, em especial o PSD, se entenderem quanto a isto: há que executar as medidas necessárias".
- REACÇÃO DO MINISTÉRIO DAS FINANÇAS
i) A maioria das opiniões é a de que Portugal e Grécia são realidades muito diferentes. Tais opiniões consideram que não há razões para que os mercados olhem para nós como têm olhado para a Grécia. É esse o ponto de vista da generalidade dos analistas e economistas, da OCDE, do FMI, da Comissão Europeia, do BCE, do Presidente do Eurogrupo e de vários ministros das finanças europeus. Eu próprio, enquanto responsável político, economista e académico tenho exprimido várias vezes essa opinião.
ii) Porém, há quem tenha exprimido opiniões diferentes. Gostemos ou não, achemos ou não que tais opiniões são erradas e infundadas, o que é certo é que têm apontado o dedo a Portugal e têm afetado o funcionamento e as condições do mercado da dívida portuguesa.
iii) A decisão da agência de rating no sentido de baixar a notação de risco decorre do agravamento, provocado pela crise internacional, dos défices e das dívidas da generalidade dos países, em particular da zona Euro. Independentemente da opinião que tenhamos quanto ao acerto desta decisão ou quanto à sua justeza o facto é que ela não ajuda a serenar os mercados, pelo contrário. Por isso o tempo é de decisão e ação. Temos que nos manter serenos e firmes e fazer o que tem que ser feito. E o que tem que ser feito é tomar medidas. O Governo já anunciou medidas a tomar. O Conselho Europeu e a Comissão Europeia já exprimiram o seu apoio. O Governo já iniciou a execução de medidas. Temos que prosseguir sem hesitações. Como no passado, faremos o que for necessário para assegurar eliminação do défice excessivo e para promover a competitividade da economia portuguesa.
iv) Este é um momento decisivo. O país tem que responder a este ataque dos mercados. É tempo de o Governo e os partidos, em especial o PSD, se entenderem quanto a isto: há que executar as medidas necessárias. Não é tempo para querelas inúteis. Há que focar a atenção naquilo que é e deve ser prioritário para o país pois as dificuldades da crise ainda não acabaram e o que importa é ultrapassá-las o mais rapidamente possível a bem da robustez e solidez da recuperação económica e do reforço da competitividade da economia portuguesa.
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