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O ministro da Administração Interna afirmou hoje que constitui "prioridade política do Governo" resolver a situação remuneratória dos elementos das forças de segurança.
"A dificílima situação do país não autoriza declarações panfletárias neste momento, mas o reconhecimento da dignidade dos profissionais das forças de segurança impõe emprestar inequívoca e absoluta prioridade política na resolução desta questão", disse Miguel Macedo, na tomada de posse do novo diretor nacional da PSP,
superintendente Paulo Valente Gomes.
No discurso, o ministro salientou também como prioridades a "necessidade de ajustar a organização e o dispositivo, a qualificação do ensino e formação dos policiais, o investimento nas instalações, a operacionalidade dos meios e equipamentos necessários à ação policial e a situação profissional dos elementos da PSP".
Para Miguel Macedo, a tomada de posse do novo diretor nacional da PSP "é um momento marcante para a instituição e simboliza o início de uma nova etapa", que se quer "reformadora, credibilizadora e apostada no reforço da capacidade operacional".
Nesse sentido, adiantou que definiu três "prioridades essenciais para a ação da PSP" quando escolheu o novo responsável pela Polícia, designadamente "melhorar e intensificar a capacidade operacional, modernizar estruturas e reforçar a credibilidade".
O superintende Paulo Valente Gomes substitui no cargo o superintendente-chefe Guilherme Guedes da Silva, que foi exonerado na semana passada pelo ministro da Administração Interna. O novo diretor nacional da PSP torna-se no primeiro oficial da escola superior de polícia a chegar ao topo da hierarquia na corporação.
A nova equipa diretiva da PSP, hoje apresentada e que toma posse na quinta-feira, também é composta por polícias de carreira: Paulo Pereira Lucas, José Ferreira de Oliveira, José Torres e Magina da Silva.
Com esta nova equipa, a direção nacional da PSP deixa de ter, pela primeira vez, oficiais superiores oriundos do Exército.
A tomada de posse de Valente Gomes foi presidida pelo primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho.
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