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António de Sousa, presidente da APB, diz que só depois disso, "algures em 2014", os bancos conseguirão regressar ao mercado.
"É possível que a República, no final de 2013, volte aos mercados ou pelo menos comece a ir para prazos mais alargados", afirmou o presidente da Associação Portuguesa de Bancos (APB) aos jornalistas, à margem da conferência da associação que decorreu hoje em Lisboa.
António de Sousa disse também que só depois da República regressar aos mercados é que os bancos o conseguirão fazer. "Provavelmente levará algum tempo entre isso [regresso de Portugal ao mercado] e a banca conseguir voltar aos mercados, portanto algures em 2014", concluiu.
Também Pedro Passos Coelho e Vitor Gaspar têm vindo a dizer que Portugal mantém o objectivo de regressar aos mercados no próximo ano. Contudo, há várias vozes que vão no sentido inverso. Ontem, por exemplo, Tony Barber, editor do Financial Times para os assuntos europeus, escreveu que "é inconcebível que Portugal reconquiste acesso aos mercados de dívida em 2013, tal como previsto no resgate de 78 mil milhões de euros do FMI e da UE acordado em Maio do ano passado".
Questionado sobre a possibilidade de Portugal pedir um segundo resgate, o presidente da APB disse hoje que essa questão não deve ser colocada visto que o primeiro pacote de assistência ainda não está totalmente implementado. "Creio que é perfeitamente desadequado estarmos a falar disso", frisou, acrescentando que ainda não há resultados finais do primeiro resgate.
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