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Juiz de Aveiro não se recusou a destruir escutas

Eudora Ribeiro  
24/11/09 15:50


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O vice-presidente do Conselho Superior de Magistratura garantiu que é falsa a notícia de que o juiz de instrução de Aveiro não iria cumprir o despacho que determina a destruição das escutas a Sócrates.

"É falsa a notícia veiculada pela comunicação social segundo a qual o juiz não iria cumprir a decisão veiculada pelo presidente do Supremo Tribunal de Justiça de destruição das escutas", afirmou hoje Ferreira Girão (na foto).

O responsável adiantou que "é preciso distinguir as funções do Conselho Superior de Magistratura dos juízes", explicando que "o Conselho é um orgão comunicacional e há muitas questões em que não se intromete porque são domínios estritamente jurisdicionais".

O mesmo responsável adiantou que "o Conselho só decide as consequências laterais da actividade dos juízes", e que, por isso, "o problema das escutas, se foram bem ou mal feitas. todo esse processo escapa ao Conselho Superior".

Ficou-se assim a saber que o esclarecimento marcado para hoje pelo Conselho Superior de Magistratura era exclusivamente para desmentir a notícia avançada este fim-de-semana pelo Diário de Notícias. O jornal avançou que o juiz de instrução criminal de Aveiro se recusou a cumprir a destruição de seis escutas, que incluíam as conversas entre José Sócrates e Armando Vara.

Quanto ao destino das escutas, mantém-se a incógnita sobre se já terão sido destruídas ou não. O vice-presidente do CSM recusou-se a adiantar qualquer pormenor porque "são matérias jurisdicionais".

 

 


Comentários

Mendes, Porto | 24/11/09 16:26
Isto prova que a comunicação social não é isenta


justiça, justiça | 24/11/09 16:33
neste pais o que hoje é verdade amanha é mentira e vice versa um bem haja as pessoas honestas deste triste pais


MM, | 24/11/09 16:34
Para quê tanta ansiedade para destruir as escutas, se algumas cópias terão sido guardadas algures! É nisto que dá a falta de transparência.


Eu, Moura | 24/11/09 16:37
Olha que chatisse!


jotta, Montijo | 24/11/09 16:46
Depois deste esclarecimento do CSM sobre a noticia do DN , para quando os orgãos judiciários deste País decidem tambem esclarecer e tomar decisão sobre as fugas de i nformação do segredo de justiça e condenar os que por motivos escuros ( impresa escrita e audo-visual) publicam peças de de processos em segredo de justiça como foi neste caso da face oculta e freeport e outros em que são publicadas falsas noticias , pondo e julgando na praça publica ( arguidos e não arguidos).


Hugo Marçal, Porto | 24/11/09 16:48
As escutas fazem-nos lembrar a PIDE. A democracia está ameaçada, quem conhecer a Inspecção Geral de Educação sabe que também aqui, se pratica a perseguição e tortura psicológica, e o que se passará noutras instituyições


Tribunus, | 24/11/09 16:49
Não sei se o juiz de Aveiro, está a aser ameaçado para não resistir ao conselho superior de justiça, mas que este conselho tem uma formação estranha, com
uma misturada de advogados e outros, è uam realidade!
Conselho sureiros para ser uma coisa democratica devia ser eleito por juizes e não è: è uma mescla de interesses.
Já se esqueceram da atitude do concelho com o tipo do eurojust? continua-se a passear! Um organismo com este background, tem que comer muito pão para ser credivel!


Gaspar, vila real | 24/11/09 16:49
Naturalmente que cada um de nós, simples mortais, não somos dignos de nos metermos ou mesmo sabermos, do que se passa na justiça. Estes senhores são aquilo que se designa donos de tudo. Conseguem ter mais poder do que o PR, ou mesmo qualauer outro orgão do Poder. Quando é que aparece uma alme caridosa que consiga demonstrar a esta gente que a verdade e a justiça nãpo é só aquele que eles querem que seja. O Povo merece muito mais do que homens desta natureza. EU QUERO POSSO E MANDO, é o que se está a passar com os magitrados deste País.


menfer, V.N.Gaia | 24/11/09 16:54
Tem que se respeitar e acreditar nas instituiçoes,quando assim nao for...
Como dizia alguem no JN, hoje nos jornais, ha jornalismo e ha militancia.


Popular, | 24/11/09 16:58
Já começa o diz que disse e o diz que não disse...


Oliveira Artur Sobral, Freixo | 24/11/09 17:01
E não há punição legal para o autor da falsidade?
Este País jamais conseguirá retomar a paz social enquanto o lagislador não encontrar forma democrática de punir severamente todos quantos se atrevem a inventar notícias que danificam terceiros; o procedimento terá de ser obrigatório -crime público -.
Os maus jornalistas (alcoviteiros) são a causa da instabilidade social neste país.
O referido legislador terá que preservar o direito da não revelação da fonte, mas, em caso que cause dano a terceiros, terá de responsabilizar o autor da notícia.


julio medina, aveiro | 24/11/09 17:05
Cada vez mais se assiste ao diz qiue diz o que que leva a opinião publica a não acreditar em ninguem.seja orgãos de informação sejam juízes etc.


Maria, | 24/11/09 17:20
Quem viu ontem os Prós e Contras, deve estar lembrado da imagem do ex-juiz Albuquerque, a afirmar que os juizes não queriam destuir as escutas. Até estava desfigurado.
Não dá tranquilidade ver e ouvir o que esse senhor defendeu, dando ele as opiniões que dá publicamente. Penso que já não faz julgamentos.


cdias, | 24/11/09 17:31
Ah muito bem, já está domado o irreverente juiz que admitia haver indicios criminais nas escutas. Assim já chegará a desembargador, pelo menos. E bem o conselho superior magistratura falar para dizer isto.Esclarecedor.


almeida, guimaraes | 24/11/09 17:36
Cada vês me convenço mais da confusao reinante na nossa justiça.
Houvimos magistrados a evocar nomes de outros magistrados e a afirmar coisas que agora sao reveladas serem mentiras.
A justiça nao tem meios de por termo a estas aberraçoes?
Isto nao vai poder continuar assim,tem que haver quem ponha ordem e um minimo de credibilidade nos propaladores dessas aldrabisses,por-que senao este pais sem uma justça seria e respeitada nao vai a lado nenhum.


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