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A sucessão de Hugo Chávez é um dos temas em destaque na imprensa da América do Sul.
A morte de Hugo Chávez é hoje a noticia de destaque nas edições online dos maiores jornais da América do Sul. Uns recordam a vida do "Comandante", como lhe chamavam, e as "frases polémicas", outros fazem análises sobre quem irá ser o sucessor de Chávez.
"Venezuela vive horas de angústia: o que acontecerá agora na Venezuela sem Chávez?" Esta é a pergunta que o jornal "El Comercio", do Equador, faz. Um artigo que cita a Constituição venezuelana para explicar o processo de sucessão presidencial.
Todos sites dos jornais dos países vizinhos da Venezuela incluem artigos sobre o presidente venezuelano e a história do país nos últimos 14 anos, o tempo em que Hugo Chávez esteve à frente dos destinos do país. O Presidente venezuelano, Hugo Chávez, morreu na terça-feira, em Caracas, quase três meses depois de ter sido operado pela quarta vez a um cancro.
O jornal argentino "Clarín" explica que devem ser convocadas eleições num período de trinta dias. E que a Venezuela foi "blindada" através de um forte dispositivo de segurança.
Já do Brasil, a "Folha de São Paulo" e o "Estado de São Paulo" destacam as declarações de Barack Obama, Presidente dos EUA da América, que defende que a morte de Chávez abre "um novo capítulo" na história da Venezuela.
De acordo com a "Folha de São Paulo", o "Governo brasileiro aposta na eleição de Nicolas Maduro (actual vice-presidente), para suceder Chávez", enquanto que o "Estado de São Paulo" considera o vice-presidente da Venezuela "o herdeiro leal e pragmático do chavismo no país".
De Bogotá, "O El Tiempo", faz uma análise "à economia sob o Governo de Hugo Chávez" e "o chavismo depois de Chávez".
"Apesar do seu longo padecimento, das suas recaídas, do reconhecimento da fragilidade cada vez mais evidente do líder, o chavismo não se preparou nem foi preparado para se ver ao espelho nu sem o rosto de Hugo Chávez como máximo guia", salienta o jornal.
O jornal "El Mercurio", de Santiago do Chile, vai ainda mais longe e refere que Chávez foi "o herdeiro perdido de Fidel" e que o vice-presidente, Nicolas Maduro, "deverá assumir a responsabilidade de prosseguir a 'revolução bolivariana'".
Apesar da incerteza sobre a situação na Venezuela, o chefe do Comando Estratégico Operacional venezuelano, Wilmer Barrientos, sublinha que tudo está dentro da dentro da normalidade, após da morte do Presidente Hugo Chávez.
"Estamos a monitorizar todo o país, inclusive a fronteira, os nossos mares e até agora tudo está em plena normalidade", disse Wilmer Barrientos, em declarações emitidas no canal de televisão venezuelano Telesur, divulgadas pela agência de notícias "Efe".
Barrientos pediu também à população para se manter unida e "não cair em provocações de quem não ama a pátria".
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