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O índice que segue as acções relacionadas com a Gisele Bundchen é um dos mais famosos.
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Casamentos reais, sexo, ameaças terroristas. Tudo é um pretexto para tentar lucrar nos mercados bolsistas.
Na bolsa quase tudo se vende e se compra e é tudo uma questão de preço. Nos mercados de acções aparecem as empresas com modelos de negócios mais exóticos e fora do normal, mas também aparecem analistas que criam os índices temáticos de acções mais improváveis. Um dos mais conhecidos na arte da criatividade em construir índices de acções é Fred Fuld, que agrupou acções por temas tão improváveis como o "efeito Giselle Bundchen" e as empresas que lucram com o mediatismo da nova princesa de Inglaterra, Kate Middleton. Além de índices de acções relacionados com figuras públicas, são também seleccionadas acções relacionadas com os temas mais improváveis, como empresas ligadas ao consumo de ‘cannabis' até a cotadas que têm Venus ou o cupido como modelo de negócio, passando por índices que medem o desempenho de acções ligadas a outros tipos de emoções, como o desporto.
A forma de construção destes índices é simples, apesar de não ser garantia de rentabilidade. No caso de figuras públicas como Gisele Bundchen são escolhidas empresas pelas quais a super-modelo brasileira dá a cara em campanhas de publicidade, como a Polo Ralph Lauren, a Vivo e a Procter &Gamble. A ideia é que, dada a notoriedade da modelo, as empresas acabarão por beneficiar com as campanhas. As vendas de champôs Pantene, da P&G, por exemplo, tiveram um aumento de 40% no Brasil desde que a marca escolheu Gisele para os seus anúncios. Também acções de empresas de estúdios cinematográficos que tiveram Bundchen em filmes, como a News Corp e a Disney, são incluídas. Já para Kate Middleton, foram incluídas acções da News Corp, na esperança de que os tablóides como o ‘The Sun' venda mais e da PPR, que detém a marca de Alexander McQueen, que vestiu a princesa no seu casamento com o príncipe William.
Mas nem só de celebridades vivem os índices mais improváveis de bolsa, a maioria constante no site wallstreetnewsnetwork.com. vivem também daquilo que para alguns são pequenos prazeres e que apelam às emoções. É o caso das acções ligadas ao desporto, desde cotadas que produzem material e que organizam competições de golfe, até clubes de futebol como o Benfica, o Porto e o Sporting, que estão integrados no índice Dow Jones para o futebol europeu.
Mas as emoções não se ficam pelo desporto, com os ‘pecados' da marijuana e da sensualidade a também terem o seu lugar nas bolsas e a terem direito a índices. No selectivo mais psicotrópico estão integradas empresas cotadas em bolsa que produzem, vendem e gerem centros para a utilização da marijuana para fins medicinais. E para os adeptos de empresas mais sensuais, as ‘coelhinhas' também estão em bolsa. O índice das ‘sexy stocks' inclui a PlayBoy e cabarets que conseguiram entrar no mercado accionista, como o Million Dolar Saloon de Dallas ou o australiano Daily Planet.
Além das emoções, também as resoluções humanas podem ser utilizadas para criar índices temáticos. É o caso das resoluções de ano novo. Num cenário de crise, as acções a entrarem nesta área estão relacionadas com emprego, como é o caso da Monster Worldwide, que gere um dos maiores sites de emprego do mundo, e com a forma física. Acções da Herbalife para emagrecer ou de cadeias de ginásios, como a Life Time Fitness são algumas das escolhas para quem acredite que as resoluções de ano novo podem fazer mexer com os mercados.
Mas uma das emoções humanas mais poderosas é o medo. E tentar encontrar acções que em teoria possam sair beneficiadas com esta situação também não escapou a alguns interessados pela bolsa. É o caso do índice de empresas antiterroristas, isto é, que desenvolvem tecnologias de segurança, de vigilância, de detecção e tratamento de substâncias que podem ser utilizadas em ataques bioterroristas como o antraz, por exemplo.
No entanto, os especialistas dizem que, para se triunfar em bolsa, as emoções devem ser postas de parte. E por mais sedutoras que aparentem ser algumas destas acções, o mais sensato é adaptar sempre os seus investimentos ao seu perfil de risco e fazer uma análise cuidada antes de fazer qualquer aplicação.
Os temas de bolsa mais exóticos
- Gisele Bundchen em bolsa
- O índice que segue as acções relacionadas com a supermodelo brasileira é um dos mais famosos.
- O selectivo criado pelo autor do StockerBlog, contém acções de empresas para as quais Gisele faz publicidade, casos da Procter & Gamble, da Polo Ralph Lauren e da brasileira Vivo.
- Também são incluídas acções de grupos de media que contaram com Gisele em filmes, como a News Corp e a Disney.
- Acções ‘sexy'
- A sensualidade também pode ser explorada em bolsa, tendo já sido criado o índice das ‘sexy stocks'.
- Entre as acções do sector mais conhecidas estão a PlayBoy e a Interactive Brand que detém a Penthouse. Existem ainda acções de empresas que fabricam produtos eróticos como a Delecta e a Beate Uhse
- Estão também incluídas acções de empresas que gerem cabarets e clubes nocturnos, casos do Million Dollar Saloon e do Rick's Cabaret International, por exemplo.
- Acções da Família Real
- A popularidade da Família Real britânica subiu com o casamento do ano passado entre Kate Middleton e o príncipe William.
- A cerimónia deu origem ao índice de acções que poderiam beneficiar com a boda real e com a imagem de Kate. Um dos exemplos é a News Corp. que publica tablóides.
- Também a PPR, que detém a marca de Alexander McQueen foi incluída, já que o vestido de noiva tinha a assinatura do estilista. As acções da Burberry, que teve modelos utilizados por Kate, também estão presentes neste índice.
- Índice do desporto-rei
- Já há alguns anos que o futebol também se joga nos relvados dos mercados financeiros. A Dow Jones criou um índice onde reúne 21 clubes europeus que estão cotados em bolsa.
- No Stoxx Europe Football estão incluídos os três grandes portugueses: Benfica, Porto e Sporting.
- Do índice fazem ainda parte gigantes do futebol europeu como a Juventus, a Roma, a Lazio , o Olympique Lyonnais, o Borussia Dortmund e o Ajax.
- Acções para resoluções de ano novo
- As resoluções de ano novo também podem servir para construir um grupo de acções que poderão vender serviços às aspirações de ano novo.
- Entre as cotadas incluídas estão acções de empresas que vendem produtos dietéticos, como a Herbalife e a NutriSystem. Além destas, são ainda mencionadas acções de cadeias de ginásios como a Life Time Fitness.
- Também fazem parte cotadas que têm como modelo de negócio facilitar a descoberta de um novo emprego, como a Monster Worldwide e a Robert Half.
- Índice da marijuana
- A marijuana é utilizada de forma legal para fins medicinais e, para alguns, também pode ser um tema de investimento.
- Do índice do WallStreetNews fazem parte farmacêuticas que utilizam marijuana, como a Valeant e a Solvay. É ainda incluída uma empresa que pretende plantar marijuana nos EUA, a Conerted Organics.
- O ‘marketing' também faz parte do índice, através das acções da RapidFire que faz marketing e consultoria para a legalização do uso da marijuana
- Acções antiterrorismo
- Com a ameaça terrorista a pairar sobre o mundo desde 2001, multiplicam-se as empresas que desenvolvem produtos e estratégias para prevenir ataques.
- Do leque de acções que entram no índice de antiterrorismo estão empresas que detectam radiações, como a American Capital, cotadas que desenvolvem antídotos para armas químicas e biológicas, como a Human Genome e empresas de vigilância electrónica como a Northrop Grumman.
- Acções de golfe
- O golfe é um desporto que ganha cada vez mais popularidade. A tendência não escapou aos criadores de índices do WallStreetNews,
- No índice são incluídas acções de empresas que constroem e vendem campos de golfe, como a Fell Golf e a Sport Chalet, de fabricantes de material para a prática deste desporto, como a Fortune Brands e a Callaway Golf.
- Da selecção faz ainda parte uma empresa que organiza competições amadoras de golfe, a The World Series of Golf.
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