Comunidade
Américo Amorim e a empresária angolana Isabel dos Santos decidiram terminar a sua parceria na Cimangola, a empresa de cimentos de Angola.
A saída é explicada pelo facto de Américo Amorim ter considerado que não se tratava de uma posição estratégica. E o negócio não teria importância se não existissem sinais de mal estar entre o grupo Amorim e os parceiros angolanos na Galp Energia. Há poucos dias, depois de Amorim adquirir uma participação indirecta de 4,5% da Caixa Galicia na Galp, Manuel Vicente, presidente da Sonangol, afirmou que quer entrar directamente na Galp Energia. Ora, Manuel Vicente e Isabel dos Santos são parceiros da Amorim Energia que, por sua vez, detém 33,34% da Galp. Além disso, Murteira Nabo, ‘chairman' da petrolífera portuguesa, defende a necessidade de um aumento de capital na empresa, o que é aplaudido pelos angolanos, enquanto o presidente executivo, Ferreira de Oliveira, próximo de Amorim, diz que não há necessidade de nenhum aumento de capital. Com o fim do acordo parassocial na Galp marcado para o fim deste ano, as movimentações pelo controlo da companhia multiplicam-se e também os jogos de poder na petrolífera. Enfim, se não há divórcio, pelo menos, parece e até há quem diga que Américo Amorim já tem outra ‘noiva' que dá pelo nome de Petrobras, resta saber se os angolanos estão pelos ajustes.
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