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A possibilidade do referendo grego levar ao não pagamento da dívida de Atenas lançou o pânico.
A Grécia colocou, novamente, a Europa em estado de alarme. Tudo porque o primeiro-ministro George Papandreou, pretende realizar um referendo à população sobre a possibilidade de serem aplicadas novas medidas de austeridade e colocar em causa o pagamento da dívida contraída pelo país junto dos investidores internacionais.
O receio de que deste acto eleitoral resulte um "não" sonante gerou ontem uma hecatombe nas principais praças financeiras dos quatro continentes sobre quase todos os activos. No índice accionista europeu Stoxx 600 Europe, que agrega as 600 maiores empresas do Velho Continente, apenas 13 títulos escaparam à razia dos investidores, fechando o dia a perder 3,63%. O sinal mais evidente desta onda vermelha ficou espelhado pelos principais índices accionistas dos países periféricos da zona euro (Portugal, Irlanda, Itália, Grécia e Espanha - PIIGS) que contabilizaram um tombo de 5,2%.
Por terras do Tio Sam a história não foi diferente: até à hora de fecho da edição, as 500 maiores empresas dos EUA estavam a resvalar quase 2%. E nem mesmo os mercados emergentes se safaram da pressão vendedora dos investidores.
A pressionar os principais índices accionistas estiveram os títulos do sector financeiro, que viveram uma das piores sessões de que há memória. Em Lisboa, por exemplo, ontem foi mesmo a pior sessão da última década; na Europa, os bancos tombaram pela terceira sessão consecutiva, com as acções das 50 maiores instituições financeiras a resvalarem mais de 6%; e nos EUA, os 18 bancos presentes no índice S&P 500 estavam a resvalar 4%.
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