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O presidente do BES mostrou-se hoje contra a eventual interferência do Estado nas remunerações dos administradores da banca.
"Acreditamos que devem ser os accionistas em assembleia geral que devem definir as remunerações, nomeadamente do conselho de administração", afirmou Ricardo Salgado durante a apresentação dos resultados trimestrais do BES, hoje, em Lisboa.
Na mesma ocasião, o presidente do BES distinguiu duas situações que considera serem distintas: a intervenção do Estado nas remunerações dos gestores de bancos que receberam ajudas públicas e a intervenção do poder político em bancos que sobreviveram sozinhos à crise.
"Há duas situações muito distintas: bancos que foram recapitalizados pelo Estado e os bancos que não foram recapitalizados pelo Estado", referiu.
As declarações de Ricardo Salgado surgem depois do jornal "i" ter avançado que Banco de Portugal e CMVM vão propor ao Governo alterações na remuneração do sistema financeiro, nomeadamente para limitar a parte variável do rendimento.
O Banco Espírito Santo (BES) obteve lucros de 360,8 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano, uma subida de 7,8% que supera as previsões dos analistas.
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