Comunidade
Previsões da Comissão Europeia indicam que a despesa pública dispara este ano e o défice orçamental vai chegar aos 8%.
Pela primeira vez desde que há registos (1977), a despesa do Estado vai ultrapassar 50% do Produto Interno Bruto (PIB). Os dados foram divulgados ontem, nas previsões de Outono da Comissão Europeia. Mas este não é o único recorde: o défice orçamental deverá terminar o ano em 8%, o valor mais alto dos últimos 24 anos e caracterizado pelo próprio ministro das Finanças como sendo um número "histórico".
"É resultado do esforço económico que os países têm vindo a desenvolver perante a crise", reagiu o ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, sublinhando que "não é de admirar que o valor do défice seja histórico porque a crise também é histórica". Com uma previsão de 5,9% para o défice deste ano, o ministro admitiu que poderá "afinar" a estimativa depois de ser divulgada a execução orçamental de Outubro.
Apesar de reconhecer o impacto do pacote anti-crise, Bruxelas acrescenta, no entanto, mais algumas razões para que a despesa dispare para 51,6% do PIB este ano e que o défice se aproxime dos 9% em 2011. Desde logo, há o efeito da queda do valor do PIB ao qual se soma o aumento dos gastos com benefícios sociais, fruto do ciclo negativo que a economia atravessa. Por fim, Bruxelas não esquece os aumentos salariais de 2,9% concedidos aos funcionários públicos, num ano em que a inflação deverá recuar 1%.

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Se o Pib desce 3 porcento ,tal não é de estranhar.Verdadeiras "novas oportunidades"
Pagar impostos é um dever de suportar o Rendimento Mínimo e as derrapagens das Obras Públicas. Aguentem!
viva a recuperação económica!
ainda bem que li uma notícia aqui no DE em que o optimismo dos portugueses tinha aumentado em Outubro! (dados do INE)
Com notícias tão formidáveis como esta, é natural que o optimismo aumente drasticamente!
CAOS ESTE QUE PODE FICAR COMPLETO COM AS NOVAS OBRAS EM AGENDA ;TGV AUTOESTRADAS; AEROPORTO ETC: SAO PROGRAMAS ESTUDADOS PARA MANTER O ZÈ OCUPADO A TRABALHAR A VIDA INTEIRA PARA NADA
É triste a "normalidade" com que começamos a aceitar estas notícias...
É claramente preciso apertar o cinto, ninguem quer isso (nem eu) mas vai ter que ser antes que a gente caia na penuria absoluta.
Pois é... mas Bruxelas e o resto do país não se lembram dos VÁRIOS anos sucessivos em que os mesmos funcionários públicos não foram aumentados um tostão... não batam sempre no mesmo... a função pública é ESSENCIAL a um estado de direito e garantias, tem é de ser revista. Há certamente muita gente que lá não faz nada mas há outros bastantes válidos. Deveria haver uma reforma de modo a que se limpassem os quadros de vez, reduzissem significativamente o pessoal, e aumentassem os salários de algumas carreiras para cativar bons profissionais. Não estamos à espera que na função pública excelentes funcionários trabalhem em espírito de missão pois não?!?!
O défice sobe devido às medidas para combater a crise? Que medidas? A privatização de Bancos orientados à especulação e obtenção de riqueza sem trabalho? A salvaguarda de interesses económicos que preferem fechar fábricas em Portugal e reabrir na China, provocando desemprego e sobrecarga no sistema de segurança social? Essas medidas? Boa. Assim vale a pena.
O Dr. Bagão Felix é que tinha razão, quando há cerca de 2 meses afirmou que, em 2009, pela primeira vez desde que há registos (1977), a despesa do Estado ultrapassaria 50% do Produto Interno Bruto e o défice orçamental atingiria cerca de 9%.
Rumo ao desastre final. O país só mudará de vida quando a isso fôr obrigado, isto é, quando os nossos credores externos deixarem de nos emprestar dinheiro.
Reduzir o numero de funcionários públicos e reduzir a idade da reforma para os 60 anos é essencial para aumentar a competitividade do estado que esta cheio de velhos que já não tem capacidade para fazer o seu trabalho, e ainda iria resolver parcialmente o problema do desemprego, quantos funcionários do estado tem quase 60 anos ou mais de 60?
Certamente estas medidas iriam aumentar o PIB porque os jovens são aqueles que tem mais capacidade de impulsionar a economia, mas os jovens estão desempregados, enquanto os velhos se arrastam em seus empregos, reduzindo a competitividade do pais.
Deixe-me ver se eu compreendi . . .muita calma nessa hora e, conforme diriam os brazucas, "tirem a mão do tamborin , coloquem-na no coração"!
A Execução Orçamentária do Setor Público de Portugal está se defrontado com uma despesa "programada" da ordem dos 50% do PIB anualizado. É isso mesmo!? O déficit do Orçamento Operacional (descobri que vocês dizem "Orçamental") do ano corrente alcança os 9% do rendimento interno anualizado. De novo: é isso mesmo ou eu estou miope!? Porque se assim o for, lamento-lhes informar: meus irmãozinhos de além-mar estão a cavar a própria cova! Consultem um manual de macroeconomia como forma de compreenderem o que será do futuro da "terrinha" defronte ao prosseguimento dessa "loucura fiscal" com o erário público de Portugual. No meu país, por exemplo, passamos por hiperinflação ao longo dos anos oitenta por conta do descontrole fiscal do Estado e não me venham com essa idéia de que na terra do falecido "Pedrão" (Dom Pedro I) será tudo muito diferente - meus caros irmãozinhos de além-mar, vos digo: a Lei da Gravidade, assim como aqui, de igual modo funciona no Vale do Douro! Parodiando Milton Friedman: "não existe almoço grátis" e essa história de que por detrás do arco-íris há um lindo e reluzente ponte de ouro "é pura balela" - tratar-se-á do discurso do seu Ministro das Finanças que, de fato, "prossegue lavando as próprias mãos"! Quem está embolsando os títulos de dívida do Setor Público emitidos na "terrinha do Grande Cabral"!? Os bancos portugueses de capital privado não comportariam tal volume de aportes (mesmo porque, subscritar nos próprios ativos 50% do PIB à espera dos reembolsos advindos dos ganhos de produtividade do SETOR PRIVADO de Portugal nos próximos decênios é loucura - a não ser que os bancos portugueses pertençam ao Estado). Essas compras também não provêem do Banco Central Português porque, se assim o fosse, meus irmãozinhos da Cruz de Cristo estariam convivendo com inflação mensal de dois dígitos. Bingo: é a União Européia que está financiando Portugal (e de quebra o Balanço de Pagamentos português). Certo estou Sr. dos Santos, ou será que não!? Então, por hora, não "esquentemos os tamborins" (ou seja, "a cabeça" com preocupações que, de fato, não me dizem respeito). Mas tenham a certeza de uma coisa: a fatura, mais cedo ou mais tarde será cobrada porque, mais uma vez, "não existe almoço grátis"! Um conselho vos darei: não posterguem o ajustamento fiscal (bem como o ajuste das contas externas) - quanto mais esticarem as cordas, mais pavoroso será o encontro com "a cara feia da verdade", ou seja, a INSOLVÊNCIA! No mais, é isso aí: um beijo para Dulce Ponte, deixem meu abraço para José Saramago.
Bem não vejo medidas do governo contra despesa do proprio estado em nada so vejo grandes salarios nos gestores publicos, camaras e ainda querem TGV!?, pelo visto o caminho ja esta tracado falencia em poucos anos ou meses!!