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Francisco Madelino diz que há “alteração dos comportamentos face à disponibilidade para um emprego tendo este tomado consciência da crise actual".
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O tempo médio de inscrição nos centros de emprego continua a aumentar. No primeiro semestre de 2011, ficava em 14,8 meses.
Ainda que o número total de desempregados registados no Instituto do Emprego e da Formação Profissional (IEFP) tenha diminuído, o tempo de permanência nos centros de emprego continua a aumentar. A culpa é do crescimento do desemprego de longa duração, o que prova que é cada vez mais difícil arranjar novo posto de trabalho quando já se perdeu emprego há mais de um ano.
No primeiro semestre do ano, o tempo médio de inscrição nos centros de emprego aumentou para 14,8 meses, o valor mais alto desde 2007, avança um relatório do IEFP. Isto já depois de a primeira metade de 2010 ter igualmente registado uma subida, para 13,7 meses. E a média dos anos completos também tem seguido o mesmo caminho.
O presidente do IEFP recorda que este valor tem de ser cruzado com o volume total de desemprego registado, que até desceu 7% na primeira metade do ano. É que, ainda assim, houve uma subida de 2% no número de desempregados de longa duração e, neste grupo, registou-se um crescimento de 19,3% no desemprego há mais de dois anos. Ao invés, caiu em 12,9% o número de pessoas que procuram trabalho há menos de um ano.
O que significa duas coisas, continua Francisco Madelino: "que a economia em 2010, pela sua recuperação do crescimento, fez entrar, em termos homólogos, menos pessoas no desemprego" mas, no entanto, "este crescimento foi insuficiente e não se mostrou capaz para empregar pessoas com idades mais avançadas e com menos qualificações". Por isso, "o tempo de permanência acrescido destes grupos com maior rigidez em termos de empregabilidade aumentou, e fez aumentar, inclusive, a média, que passou de 13,7 meses para 14,8 meses", explica o presidente doInstituto. "Em conclusão, isto leva a uma grande preocupação com estes grupos, que cresce ainda mais quanto maior a modernização da economia, pela sua inadaptabilidade aos tempos futuros", diz.
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