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A Derovo, empresa portuguesa de ovoprodutos, está a entrar em novos mercados através da ‘joint-venture’ com o grupo dinamarquês Sanovo.
Taiwan, Filipinas e Japão são os países onde a PME Líder está a dar os primeiros passos, afirmou ao Diário Económico, Amândio Santos, administrador da empresa de Pombal.
Depois de ter atingido uma facturação na ordem dos 35 milhões de euros em 2009, a Derovo estima que o volume de negócios em 2010 seja superior a 45 milhões de euros, um crescimento que é "resultado de todo o processo de expansão ibérico", como lembra Amândio Santos.
No ano passado, a empresa entrou no mercado espanhol, depois de ter comprado, em Janeiro, a Ovo Foods ao grupo espanhol Induovo que apresentava sérias dificuldades financeiras. Hoje, a Derovo detém a maioria do capital, 75%, estando os restantes 25% nas mãos da Sadim, uma capital de risco do Governo das Astúrias.
A fábrica destinada à produção de ovo em pó, ovo líquido e cozido, e que representou um investimento de 21 milhões de euros, está a correr em linha com o projectado. A actividade está a ser "francamente interessante", admite o administrador da empresa.
Há 20 anos a operar em Portugal neste sector, a Derovo assume-se, cada vez mais, como uma empresa à escala ibérica. Mas os recentes investimentos no país vizinho e também em novos mercados não interferem com a capacidade financeira para apostar na casa-mãe. A fábrica de Pombal também foi alvo da renovação de equipamentos.
"Chegaram em Junho de 2010 e os primeiros testes estão agendados para Outubro", confirmou o administrador. O objectivo é alargar o segmento de mercado, com novos produtos dentro da fileira do ovo.
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