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Investigação (act.)

Deloitte não detecta crimes públicos na REN

Filipe Alves  
23/11/09 17:15

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1 leitores

A auditoria da Deloitte pedida por José Penedos sobre as relações entre a REN e a empresa de Manuel Godinho não revela a existência de quaisquer crimes públicos.

A firma de auditoria Deloitte já entregou à administração da REN o relatório relativo às relações da empresa com a O2, do empresário Manuel Godinho, que está no centro do caso Face Oculta. Segundo o comunicado enviado à CMVM, "as conclusões do referido relatório não identificam a prática de quaisquer actos que constituam crime público".

A divulgação dos resultados da auditoria surge numa altura em que o presidente da REN, José Penedos, foi constituído arguido no âmbito do processo Face Oculta, por suspeitas de favorecimento do empresário Manuel Godinho em concursos lançados pela empresa gestora das redes energéticas nacionais.

No entanto, apesar da ausência de indícios de actos que configurem crime público, a Deloitte identificou várias "insuficiências" na forma como foram adjudicados contratos à O2, bem como nos processos de decisão interna da REN.

"Todavia, foram assinaladas insuficiências dos procedimentos internos de contratação, em particular no plano dos critérios de selecção das modalidades de adjudicação e dos processos de tomada de decisão interna. De igual modo, foi identificada a necessidade de reforçar os mecanismos de controlo interno", adianta o comunicado.

Atendendo aos resultados da auditoria externa, a Comissão de Auditoria da REN deliberou, "dando conhecimento ao Conselho de Administração": remeter ao Ministério Público o relatório de auditoria agora apresentado; solicitar à Deloitte que, em complemento da auditoria aos procedimentos de contratação já em curso, execute uma análise rigorosa e exaustiva da integridade e eficiência dos sistemas de controlo interno e de gestão de riscos e proponha melhorias para o seu funcionamento", adianta ainda o documento.

Por outro lado, o Conselho de Administração "deliberou, sob proposta da Comissão de Auditoria: Estender a auditoria das relações contratuais com a O2 à análise das transacções subjacentes; Reforçar os meios ao dispor do gabinete de auditoria interna da REN".

O Conselho de Administração da REN determinou ainda "a exclusão da O2 da lista de fornecedores qualificados, com vista a não lhe serem adjudicados novos trabalhos".

 





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Comentários (21)

JJ , Algueirão | 28/10/10 10:23
A deloitte é uma empresa de Lavagem de dinheiro.


Sampaio e Silva, | 24/11/09 17:24
Esta "DELOITE" já tem experiência em não detectar irregularidades, pois nada detectou nas auditorias ao B.P.P e B.P.N.
Com tal curriculum, não admira que tenha sido contractada pelo Penedos.
Trabalho limpo, e com objectivos bem claros, só temos que elogiar e mais eu digo.
Deloite , Deloite és o ás das auditorias do Algarve até ao Minho .
O que vocês queriam era auditar o Godinho.
Não tiveram tal sorte pois isto é um pais de enredos
E para ficarem na maior foram auditar o Penedos.




Penedos , Penedos


pois, | 24/11/09 14:48
Face ao estudo pedido por José Penedos, a Deloitte detectou que a administração da REN deveria ser aumentada e que o próprio José Penedos merecia mais bónus e inclusive uma estátua.


Chico Fininho Mor, Lisboa | 24/11/09 09:39
Não, a Deloitte não era a auditora do BPN à data dos crimes. Era a empresa BDO, tendo a Deloitte sido nomeada em Julho de 2008:
http://economico.sapo.pt/noticias/bdp-pede-explicacoes-a-auditora-do-bpn_2816.html
http://diario.iol.pt/economia/portugal-europa-constancio-bdp-bpn-bdo/1039911-4058.html
"Esta empresa auditou as contas do BPN entre 2003 e Junho de 2008, mas a análise do supervisor concentrar-se-á nas contas do último ano em que a empresa de auditoria trabalhou para o BPN."



Como é óbvio, as empresas de auditoria têm de ser privadas. Não faz parte do papel do Estado andar a auditar empresas privadas para ver se estas estão a cumprir com as disposições ou desejos dos seus accionistas. O interesse em que as auditorias externas sejam fiáveis e exigentes é dos accionistas e não da Administração!
Nesse sentido, apenas INDIRECTAMENTE pode o Estado estar interessado em que as auditorias a certas empresas sejam o mais transparentes possíveis. As empresas a que me refiro são todas as Empresas em que o Estado tem uma quota parte do capital, de forma directa ou indirecta.
Auditoria - é um exame cuidadoso, sistemático e independente das actividades desenvolvidas em determinada empresa ou sector, cujo objectivo é averiguar se elas estão de acordo com as disposições planeadas e/ou estabelecidas previamente, se foram implementadas com eficácia e se estão adequadas (em conformidade) à consecução dos objectivos estipulados.


Por outro lado é tarefa da Justiça e não das auditoras a descoberta de crimes e a acusação dos intervenientes nessas acções criminosas.
A única coisa que as auditoras podem e devem fazer se não se sentirem confortáveis com as práticas da empresa auditada é a não aprovação das contas da empresa ou a aprovação das contas com reservas (especificando as razões que levam a essas reservas).


As auditoras têm de ser privadas, pois se pensarem bem no assunto, o Estado nunca teria os meios para auditar todas as Empresas deste país.
Por essa ordem de razões ( ->empresas são clientes de empresas de auditoria logo estas não as vão chatear), até o Estado (ou qualquer organismo público entretanto nomeado para tal) poderia ser tentado a ser mais condescente com as Empresas.
E convém não esquecer que as maiores desconfianças quanto a corrupção estão no sector público e nas danças de postos que existem entre partidos. São os "Job for the Boys". Não se pode desconfiar para umas coisas e depois confiar para outras.


AF, Cinfães | 23/11/09 21:37
HILARIANTE !!! (ou então deprimente, se quiserem)


CASTRO, PAREDES | 23/11/09 20:51
CONCORDO PLENAMENTE COM O CARLOS CEREJEIRA !....MAS AFINAL EM QUE FICAMOS?


David, | 23/11/09 20:10
Por acaso a deloitte não é uma empresa privada? Por acaso a deloitte não tem contratos com a REN, ou seja, tem interesse, parte, na REN? Mas porque carga de água esta "coisa" tem algum voto na matéria? Desde quando uma empresa de consultoria emite juízos? Isso é no tribunal. Isto equivale a um familiar ser juíz de um acusado. Poupem a democracia que esta também está em crise.


CR, | 23/11/09 20:08
Uma auditoria encomendada pelo próprio interessado não poderia dar outro resultado; isto faz lembrar as "sondagens" eleitorais pedidas pelos Partidos...


AMRibeiro, BARCELOS | 23/11/09 19:40
Era de esperar q tal questão seria de bom grado para a REN, então se ela propria pede a auditoria, através do seu presidente, que até é o arguido, é natural que os seus clientes "deloitte" não seriam contrários.
É de lamentar que estejamos à espera que tal empresa de auditoria venha a dizer mal da REN. Os accionistas, do tipo "berardo", devia impor-se e encostar à parede o seu presidente e os seus pares.
Para além da investigação que o TJAveiro está a fazer e muito bem, devia o próprio parlamento fazer o que fizeram com o caso BPN, mas como o Dep Nuno Melo está em Estrasburgo, será mais difícil haver um testa para avançar com tal questão.
Continuamos a ser ludibriados e enganados com uns ilisionistas que vão mandando uns bitaites, sem saber nada de direito, como foi o caso do SantosSilva que agora virou para a defesa e o seu companheiro, agora virado para a economia V Silva.
Se estes ministros falam e criticam, porque é que o supremo da republica C Silva não os manda calar.


sotnas, vide | 23/11/09 19:17
isto e uma calunia estao todos inocentes


MC, | 23/11/09 19:17
Este País, realmente, e mais uma vez, mostra que não é sério e mais não digo.


Carlos Cerejeira, Côja | 23/11/09 19:13
A propósito das conclusões desta auditoria, ´não se dissipam as dúvidas existentes. Pelo contrário, aumentam. Senão vejamos:
"As conclusões do referido relatório não identificam a prática de quaisquer actos que constituam crime público".
"No entanto, apesar da ausência de indícios de actos que configurem crime público, a Deloitte identificou várias "insuficiências" na forma como foram adjudicados contratos à 02, bem como nos processos de decisão interna da REN.
"O Conselho de Administração da REN determinou ainda "a exclusão do 02 da lista de fornecedores qualificados, com vista a não lhe serem adjudicados novos trabalhos".
Na qualidade de cidadão que não perfilha meias verdades, pergunto:
Em que ficamos?!...


Azevedo Santos , Porto | 23/11/09 18:36
Desde quando a Deloitte é uma instituição de investigação criminal? E, então de um dia para outro, a Deloitte tudo investiga e chega a conclusões incontornáveis? Para além de ser ridículo, incomoda que queiram fazer os portugueses de parvos.


MM, | 23/11/09 18:32
Não houve crimes da REN, a Deloitte e o sr. Penedos lá sabem. Acho que o senhor Penedos poderá agora sair pelo seu próprio pé...


silva, cartaxo | 23/11/09 18:25
Mas desde quando é que uma empresa privada tem funções de investigação para considerar que determinados actos são crime ou não ? E é normal que uma empresa de capitais publicos encomende a sua própria fiscalização ? Pessoalmente não faço juizos prévios se houve ou não situações ilegais, mas com estes metodos as dúvidas persistem.


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