Editorial

17/01/13 00:30
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De importador a exportador de gasóleo

Económico

Ontem foi um dia importante para a economia portuguesa.

Ontem foi um dia importante para a economia portuguesa. Com o fim do projecto de conversão das refinarias de Sines e Matosinhos, Portugal aumentou a capacidade de produção de gasóleo. Antes, o país era importador deste tipo de combustível.

A partir de agora, é auto-suficiente e passa a ter capacidade exportadora. Ou seja, a factura energética do país vai baixar e haverá também um impacto positivo no défice externo, um dos maiores problemas da economia portuguesa. Por tudo isto, a conversão das refinarias da Galp, que implicou um investimento de 1,4 mil milhões de euros, foi fundamental para Portugal e pode significar o início de um novo caminho mais consistente para o sector da energia.

Tradicionalmente, foi um peso para a economia. É necessário encontrar um ‘mix' entre as fontes fósseis e renováveis que seja o mais eficiente para a economia portuguesa. Por um lado, deve diminuir o mais possível a dependência do País. Por outro lado, deve garantir que a energia chega aos consumidores finais - empresas e famílias - a um preço que não prejudica a competitividade externa. Até 2020, a Galp espera garantir a extracção de petróleo suficiente para as necessidades de Portugal. Falta que as entidades reguladores e o Governo consigam combater as rendas excessivas que ainda existem no sector e que foram identificadas pela ‘troika'. Estamos no bom caminho mas é necessário continuar a caminhar.

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