Mais Lidas
O director da Danone Portugal, Henri Bruxelles aposta na inovação para duplicar as exportações dos iogurtes fabricados na unidade de Castelo Branco.
Notícias Relacionadas
Comunidade
- Venda de casas novas sobe mais que o esperado em Abril 15:18
- Portugal "foi o primeiro na UE a adoptar adenda para crescimento” 15:10
- Orçamento do Parlamento com excedente de 12,3 milhões 14:45
- Facebook sobe 4% mas ainda está longe do preço do IPO 14:40
- Número de casais inscritos nos centros de emprego atinge máximo histórico 14:03
Poucos meses depois da redução de colaboradores, a empresa define estratégia para Portugal.
A Danone já concluiu o plano de rescisões que afectou 30 pessoas na fábrica de Castelo Branco e nas instalações da empresa em Lisboa, no final de 2011. A garantia é dada pelo director-geral da Danone Portugal, Henri Bruxelles, que assegura, em entrevista ao Diário Económico, que o grupo francês está agora em condições para investir 2,7 milhões de euros na unidade de Castelo Banco.
Este investimento terá como destino a compra de novas máquinas e adopção de tecnologias na fábrica, reflectindo ainda uma aposta na inovação ao nível do desenvolvimento de novas embalagens, produtos e texturas adaptados ao consumidor português. Apesar da crise e da maior concorrência das marcas da distribuição, o director-geral da Danone acredita que, através do investimento em inovação, "é possível ter um crescimento nas vendas e um futuro melhor para a operação de Portugal". "É possível, em 2012, conseguir um nível de vendas pelo menos estável face a 2011", assegura.
Segundo semestre salva vendas
A política do grupo impede Henri Bruxelles de revelar o volume de vendas da marca em Portugal. O gestor admite apenas que, em 2011, "houve uma desaceleração nas vendas no início do ano mas, a partir do segundo semestre, tivemos uma recuperação progressiva das vendas". Esta recuperação foi conseguida, explica, através de "inovação que ajudou a adaptar aos novos momentos de consumo das famílias com novas embalagens e preços mais adequados" para contornar a crise.
Sobre a possibilidade de uma nova reestruturação na empresa ainda este ano, o director-geral da Danone Portugal é peremptório: "Não está em vista nenhuma reestruturação". O mesmo responsável explica que, em 2011, o grupo decidiu que queria apostar em Portugal e na operação de Castelo Branco, onde conta também com um laboratório de investigação e desenvolvimento. No entanto, "com a crise, percebemos que para ter um modelo negócio mais eficiente e sustentável teríamos de ajustar o quadro de colaboradores". E garantiu: "Em 2012, estamos a apostar no crescimento futuro da empresa".
A fábrica de Castelo Branco produz 1,2 milhões de iogurtes por dia, dos quais 10% tem como destino a exportação. Henri Bruxelles assume como "objectivo pessoal duplicar esta percentagem nos próximos três anos". Para tal, aposta na marca ‘Smoothie', que considera "que terá sucesso na exportação porque é um produto diferente". A partir do próximo mês, Espanha começa a receber o ‘Smoothie', que será exportado "com um nível de vendas que consideramos serem sustentáveis", defende.
O gestor assume que a Danone lidera o mercado de iogurtes no segmento de marcas de fabricante, com um terço do mercado em valor. Ainda assim, admite que não tem conseguido travar a concorrência das marcas da distribuição. Estas marcas são, para Henri Bruxelles, um desafio para que a Danone seja mais competitiva e inovadora.
Notícias da mesma categoria
Disclaimer: "O Económico apela aos leitores para que utilizem este espaço para um debate sério e construtivo, dispensando-se, para o bem de todos, o insulto e a injúria gratuitos. Desaconselha-se o uso exclusivo de maiúsculas e a repetição de comentários. Comentários inadequados devem ser denunciados e quando tiverem mais de cinco denúncias serão eliminados. O IP do leitor não será revelado mas ficará registado na base de dados".
Publicidade
Acções do PSI 20





