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O novo líder da CGTP defende que a competitividade e a produtividade não se aumentam através do corte dos salários.
O novo líder da CGTP acredita que a crise está a ser aproveitada para cortar direitos dos trabalhadores.
"Hoje cada vez é mais notório em termos da sociedade que há desigualdades gritantes e acentuadíssimas e que há claramente aqui uma tentativa de aproveitar uma situação de crise em que vivemos para fazer um ajuste de contas com os direitos dos trabalhadores", afirmou Arménio Carlos, em entrevista ao programa Gente que Conta da TSF e do Diário de Noticias.
O novo líder da CGTP defendeu que a redução de salários conduz a uma "acentuação das desigualdades e exploração que leva à pobreza" e considerou que a ideia é "desregular a legislação do trabalho e, acima de tudo, reduzir os custos salariais".
"Em Portugal, temos, em termos médios, custos salariais que não ultrapassam os 14% dos custos totais das empresas, portanto, não é por esta linha de condução que o país está a seguir que se vai resolver os problemas da competitividade das empresas e, muito menos, da produtividade", sublinhou.
Por outro lado, segundo Arménio Carlos, "esta é uma linha de acentuação das desigualdades e da acentuação da exploração que leva depois à pobreza".
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