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O preço é o principal critério quando se trata de escolher uma agência. O EBITDA do mercado caiu mais de 30%.
As contas do mercado publicitário em Portugal continuam no vermelho. O resultado bruto de exploração (EBITDA) das agências caiu 30,1%, em 2010. Segundo dados divulgados pela Associação Portuguesa das Agências de Publicidade (APAP), é o terceiro ano consecutivo em quebra. Os números (que abrangem apenas os associados) retratam um país onde o preço é cada vez mais o único critério quando se trata de escolher uma agência e onde, consequentemente, a criatividade tende a ser subvalorizada.
O cenário é "muito preocupante", diz Tomás Froes, CEO da Partners, para quem "a criatividade está cada vez mais subvalorizada". "Preocupante" é também o adjectivo escolhido pela secretária-geral da APAP. "Mais grave ainda do que a facturação é a queda desproporcional dos resultados. As agências estão a lutar pela sobrevivência, com os clientes a pressionar remunerações e a alargar prazos de pagamento", revela Sofia Barros.
Entre os sectores que mais reduziram o seu investimento estão aqueles que sempre foram os maiores clientes da publicidade: os bancos e a indústria automóvel.
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