Empresas

24 Mai 2012

Credores decidem futuro dos cafés Magnólia a 14 de Junho

Eudora Ribeiro
Credores decidem futuro dos cafés Magnólia a 14 de Junho

A assembleia de credores dos cafés Magnólia foi adiada. A casa-mãe do grupo, a Ideal Partners, também deve declarar insolvência em breve.

A decisão foi tomada hoje no Tribunal do Comércio, onde decorreu uma primeira assembleia de credores dos cafés Magnólia, que contou com fraca participação.

Ao Económico, Fernando da Cruz Dias, administrador de insolvência do café Londres e do Saldanha Residence, adiantou que, com o acordo dos mandatários presentes, a juíza e a procuradora decidiram que a assembleia de credores continuará no próximo dia 14 de Junho pelas 14 horas.

O responsável frisou que dos 65 credores que constam na lista, apenas 11 reclamaram créditos, pelo que "não havia condições para a assembleia se pronunciar" sobre o futuro dos cafés Magnólia.

Fernando da Cruz Dias nota que ainda só passaram 17 dias desde a publicação do anúncio da insolvência em Diário da República, o que pode explicar que ainda poucos credores do universo total tenham reclamado créditos, mas sublinha que os trabalhadores que não reclamarem "não poderão aceder ao fundo de garantia salarial".

Fica assim adiada para 14 de Junho a decisão sobre o futuro dos cafés Magnólia, ou seja, a decisão sobre se haverá um plano de insolvência/recuperação judicial ou liquidação (venda e encerramento definitivo). Mas o administrador de insolvência prevê que não deverá ser apresentado um plano de recuperação.

A rede de cafés fechou portas em Abril após dez anos a servir os clientes com cozinha e pastelaria de fabrico próprio, na sequência de dívidas e da quebra nas receitas e margens.

A casa-mãe dos Cafés Magnólia é a Ideal Partners - Consultoria e Gestão de Investimentos, que também deve anunciar em breve a insolvência. A empresa tem sede em Lisboa, na Avenida Miguel Bombarda, onde também funcionava um dos cafés do grupo.

De acordo com o actual código de insolvências, os credores privilegiados são os trabalhadores, depois seguem-se as dívidas dos últimos 12 meses ao Estado e por fim estão os credores comuns, nomeadamente fornecedores. 

Recomendadas

x

Social

x
    0 LEITORES ONLINE

    Comentários

    "O Económico apela aos leitores para que utilizem este espaço para um debate sério e construtivo, dispensando-se, para o bem de todos, o insulto e a injúria gratuitos. Desaconselha-se o uso exclusivo de maiúsculas e a repetição de comentários. Comentários inadequados devem ser denunciados e quando tiverem mais de cinco denúncias serão eliminados. O IP do leitor não será revelado mas ficará registado na base de dados".

    Trending now

      ir para o topo