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Nuno Crato e João Casanova de Almeida, recusaram ontem avançar previsões sobre o impacto destas medidas sobre as contratações dos professores.
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Ministério garante que a revisão curricular vai aumentar a qualidade do ensino e não foi feita a pensar em custos.
Mais horas para Geografia e História, cinco anos obrigatórios de ensino do inglês, exames finais no 6º ano. É com estas medidas que Nuno Crato pretende revolucionar a estrutura curricular do ensino básico já a partir de 2012. "Uma aposta na qualidade do ensino", defende o ministro da Educação, que consegue recolher o aplauso das associações de escolas e das sociedades científicas associadas às disciplinas que vêem a sua carga horária reforçada. Uma ameaça de desemprego para milhares de professores, advertem os sindicatos, que se queixam de não serem ouvidos em todo este processo e que lembram que, segundo o Orçamento de Estado já aprovado, este reforma vai permitir uma poupança de 102 milhões de euros. A tutela garante que a mudança não vai afectar os professores de quadro, apenas os contratados. Mas os sindicatos exigem agora saber exactamente de que forma essa poupança será conseguida.
O secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira, garante ao Diário Económico que vai "exigir ao Ministério da Educação e Ciência o estudo do impacto financeiro deste projecto apresentado e a fundamentação do mesmo", pelo que "o documento já se encontra elaborado e decerto está no Ministério das Finanças", acrescenta Nogueira. "Uma coisa é certa: a redução dos 102 milhões de euros inscritos no OE/2012 só têm implicações no número de professores, o que falta saber é como vão fazer a distribuição", alerta a Fenprof, considerando que "faltam muitas clarificações" na proposta ontem divulgada por Nuno Crato.
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