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As linhas que a CP disputa servem a grande área metropolitana de Londres e poderão estar disponíveis nos Olímpicos de 2012.
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As duas empresas ibéricas podem ganhar a gestão das linhas ferroviárias a tempo dos Jogos Olímpicos de 2012.
A CP e a Renfe estão a concorrer em conjunto a duas concessões de caminhos-de-ferro em Londres, apurou o Diário Económico junto de diversas fontes em Espanha. As concessões em causa foram lançadas no passado dia 1 de Abril pelo ministério dos Transportes do governo britânico liderado por Gordon Brown, servem a grande área metropolitana de Londres e deverão estar totalmente entregues à iniciativa privada a tempo da realização dos Jogos Olímpicos de 2012, agendados para a capital inglesa.
As concessões em causa são a Greater Anglia e a Essex Thameside. A Greater Anglia é actualmente gerida por uma empresa designada National Express East Anglia, cuja concessão termina em Março de 2011. O concurso a que a CP e a Renfe estão a concorrer é lançado por um prazo de 10 anos. O governo inglês pretende introduzir melhorias no serviço prestado aos milhões de passageiros anuais que utilizam os comboios nesta linha, que passa por Londres, Essex, Hertfordshire, Cambridgeshire, Suffolk e Norfolk.
Por seu turno, a Essex Thameside é uma concessão que deverá iniciar a operação a 29 de Maio de 2011, prosseguindo a exploração da linha actualmente assegurada pela empresa National Express Group, através da sua participada c2c. Em Dezembro de 2011, o governo inglês pretende que todas as rotas ferroviárias para a Fenchurch Street, em Londres, sejam capazes de operar comboios com 12 carruagens, quando actualmente a linha é servida com comboios de apenas oito carruagens.
A nova concessão deverá proporcionar um serviço fundamental durante o período da realização dos Jogos Olímpicos de Londres 2012, assim como aos Jogos Paralímpicos, especialmente para West Ham, onde ficará instalada a Cidade Olímpica.
Ambas as concessões estão neste momento abertas à entrega de propostas, período que irá terminar a 19 de Abril. O Diário Económico apurou ainda que a CP e a Renfe têm cerca de seis concorrentes no concurso para a concessão de Greater Anglia e cerca de nove para a concessão de Essex Thameside. Contactado pelo Diário Económico, Francisco Cardoso dos Reis, presidente da CP, escusou-se a fazer declarações sobre este assunto.
O Diário Económico sabe, contudo, que a participação da CP nos consórcios formados para estes dois concursos em Londres, é reduzida, mas considerada essencial pela Renfe devido à mais-valia e ao ‘know how' específico que a transportadora ferroviária portuguesa tem em matéria de manutenção de material circulante, designadamente através da sua participada EMEF - Empresa de Manutenção de Equipamento Ferroviário.
A participação conjunta das duas ferroviárias ibéricas nestes concursos de Londres é o primeiro passo de uma aliança estratégica firmada a 19 de Março passado, entre Francisco Cardoso dos Reis e Teófilo Serrano Beltrán.
Essa aliança prevê a participação conjunta da CP e da Renfe nos concursos para exploração do serviço ferroviário de alta velocidade em Portugal e deverá ser concretizado e detalhado num acordo global a assinar nas próximas semanas.
Nessa ocasião, no anúncio da criação da parceria entre as duas empresas ferroviárias de Portugal e Espanha, o presidente da CP havia adiantado ao Diário Económico que a aliança se iria reflectir na participação conjunta das empresas em concursos fora da Península Ibérica.
Londres é o primeiro passo para que a CP e a Renfe se apresentam no mercado internacional de concessões ferroviárias e deverá ser seguido nos próximos meses noutros concursos noutras geografias.
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Comentários (5)
Desculpe Samba mas nao estamos na republica das bananas..fazem se greves nao por desportivismo mas sim porque é necessario alertar o pais pra o que se passa no caminho de ferro a percariadade as falta de condicoes pra trabalhar...que no meu ponto de vista tem andando um pouco a margem...
Uiiii, empresa privatizada...
Passes a aumentar...
E o utilizador?
Mas quem quer uma empresa que dá prejuizo?
Para dar lucro,basta aumentar os passes.
A energia é cara e o preço dos comboios também não deve ser nada barato...
Utilizador... real pagador
Significa mais endividamento e mais défice para Portugal através desta empresa que já deveria ter sido privatizada há muito.Qual é a posição do Governo?Os contribuintes que paguem.
Deviam era se preocuparem em servir bem em Portugal antes de pensarem em voos mais altos, tem tempo para pensar em londres quando fazem as greves que prejudicam todos os trabalhadores que pagam um passe mensal! e ainda chegamos ao empregos e somos descontados pelo atraso motivado por terceiros, incompetentes totais!
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