Mais Lidas
Comunidade
- Orçamento do Parlamento com excedente de 12,3 milhões 14:45
- Facebook sobe 4% mas ainda está longe do preço do IPO 14:40
- Número de casais inscritos nos centros de emprego atinge máximo histórico 14:03
- PS diz que Passos vai estar no Conselho Europeu com posição reforçada 13:50
- Lufthansa vai ligar o Funchal a Berlim e Düsseldorf 13:44
S&P cortou o ‘rating’ de Portugal e da Grécia. O custo da dívida disparou. Governo e oposição concertam posições.
Pegue-se na frase "matar dois coelhos de uma vez só", substitua-se os "dois coelhos" por "Portugal e Grécia" e fica-se com uma ideia do que a Standard & Poor's (S&P) fez ontem. A agência de notação financeira cortou o ‘rating' a Portugal - tal como o Económico avançou ontem em primeira mão - para o nível mais baixo que alguma vez tinha atribuído ao país. O ‘downgrade' afundou a bolsa e fez disparar o ‘spread' da dívida, aumentando o volume de um alarme que já toca há várias semanas, mas ao qual só agora a classe política começa a dar a devida atenção, com a oposição e o Governo a prepararem-se para reunir de emergência ainda esta semana.
Pior caminho ainda segue a Grécia, que ontem viu a S&P classificar as suas obrigações soberanas como ‘junk bonds' - que é o mesmo que dizer aos investidores para fugirem delas. O corte à Grécia chegou praticamente em simultâneo com o corte a Portugal, como que em jeito de resposta aos líderes europeus que têm insistido, nas últimas semanas, que não se pode colar os dois países.
O ‘rating' da República portuguesa atribuído pela S&P é agora de A-, revisto em baixa dois níveis do anterior A+ (era a pior classificação da dívida nacional desde 1992). A agência justifica o corte com a "estrutural fraqueza económica e orçamental" de Portugal, que deixa o país "a agonizar" para conseguir "estabilizar o relativamente alto nível da dívida". A S&P diz ainda que o PIB nacional vai estagnar este ano e que o Governo terá que "implementar uma consolidação orçamental superior e mais longa do que o previsto" no Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC).
Apesar disso, o ministro das Finanças continua a apostar tudo no PEC, para acalmar os mercados. "O Governo já anunciou as medidas a tomar. O Conselho Europeu e a Comissão Europeia já exprimiram o seu apoio. O Governo já iniciou a execução de medidas. Temos que prosseguir sem hesitações", disse ao Diário Económico Teixeira dos Santos, para quem o corte da S&P "decorre do agravamento, provocado pela crise internacional, dos défices e das dívidas da generalidade dos países, em particular da zona euro".
Notícias da mesma categoria
Disclaimer: "O Económico apela aos leitores para que utilizem este espaço para um debate sério e construtivo, dispensando-se, para o bem de todos, o insulto e a injúria gratuitos. Desaconselha-se o uso exclusivo de maiúsculas e a repetição de comentários. Comentários inadequados devem ser denunciados e quando tiverem mais de cinco denúncias serão eliminados. O IP do leitor não será revelado mas ficará registado na base de dados".
Publicidade
Acções do PSI 20





