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Atenas chega hoje à reunião dos ministros das Finanças do euro com um acordo incompleto para receber o segundo pacote de ajuda.
Reunidos ontem para debater as condições exigidas pela troika para libertar um novo resgate à Grécia de, pelo menos, 130 mil milhões de euros, os líderes partidários gregos chegaram a acordo sobre todos os pontos menos um. O ponto de divergência é a redução das pensões. Entre as medidas de austeridade exigidas pela troika, estão a redução em 20% do salário mínimo, o despedimento de 15 mil funcionários públicos e os cortes das reformas complementares.
O chefe do partido de extrema-direita grego (Laos), Georges Karatzaféris, abandonou a reunião antes de esta terminar, adiantando que os responsáveis estiveram "sete horas a discutir a questão da redução das pensões".
"Clarifiquei as minhas intenções logo no início da reunião: não posso, uma hora depois, comprometer-me com um plano que vai empenhar o país por 40 ou 50 anos sem ter as garantias (legais) de que estas medidas vão fazer o país sair do impasse", justificou à imprensa o líder do Laos, à saída da residência do primeiro-ministro grego, Lucas Papademos.
Os serviços do primeiro-ministro informaram em comunicado que Georges Karatzaféris "exprimiu várias reservas" sobre o plano.
Posteriormente, os representantes do Fundo Monetário Internacional (FMI), Comissão Europeia (CE) e Banco Central Europeu (BCE), que lideram a delegação da troika, reuniram-se com Lucas Papademos, o ministro das Finanças, Evangelos Venizelos, e o ministro do Trabalho, Yorgus Kutrumanis, para procurarem fechar o acordo.
Esta reunião prolongou-se por quatro horas sem produzir avanços, de acordo com os órgãos de comunicação gregos, que informaram não ter sido alcançado um consenso sobre a questão das reduções das reformas.
A reunião terminou cerca das 04h00 em Lisboa com Venizelos a anunciar que partirá "em breve" para Bruxelas para participar na reunião do Eurogrupo, prevista para as 17h00 de hoje, horário de Lisboa, na capital belga, com o objectivo de discutir a questão grega, e apelando à "responsabilidade" de todos os negociadores. "Parto para Bruxelas com a esperança de que o Eurogrupo tome uma decisão positiva no que se refere ao novo plano de ajuda", acrescentou.
"Disso depende a permanência do país na zona euro e a identidade europeia [da Grécia]. É tempo de todos assumirem as suas responsabilidades. Não há lugar para outras considerações", afirmou o governante, salientando que "todos os assuntos menos um" foram acordados.
De acordo com a rádio Real FM, a 'troika' terá dado duas semanas ao Governo grego para encontrar forma de poupar 300 milhões de euros, pois, caso contrário, ordenará a implementação de reduções mais drásticas das reformas.
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