Comunidade
A austeridade quando chega toca a todos. Desde a subida do IVA, considerado um imposto cego, passando pelo aumento do IRS que nos toca a quase todos, e acabando nos cortes nas despesas do próprio Estado, cujo excesso de gordura em muito tem contribuído para a falta de saúde das nossas contas públicas.
Foi a necessidade de uma dieta rigorosa que levou Teixeira dos Santos a cativar parte das receitas dos serviços integrados e serviços e fundos autónomos da administração pública, uma medida que também vai afectar as instituições de Ensino Superior que precisam do dinheiro das suas propinas como de pão para a boca. Ao Diário Económico, alguns reitores dizem que esta medida vai comprometer o funcionamento das Universidades, e há mesmo quem fale de falta de dinheiro de tesouraria para pagar salários dos docentes e funcionários. Sendo verdade que em tempos de crise todos temos de apertar o cinto, também é verdade que quase todos os organismos internacionais que avaliam a economia portuguesa apontam a educação, ou a falta dela, como um dos maiores obstáculos ao desenvolvimento estrutural do país. Como tal, em alturas de cortes, é necessário ponderar entre aquilo que se poupa a curto prazo e aquilo que se deixa de ganhar a longo prazo.
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