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A administração da Controlinveste assegurou hoje que a notícia divulgada pelo Correio da Manhã sobre a alegada falência técnica do grupo de Joaquim Oliveira é "totalmente falsa".
"A Controlinveste está em condições de assegurar ao mercado, aos trabalhadores, a todos os seus 'stakeholders' e ao público em geral que é totalmente falsa a insidiosa notícia hoje publicada, a qual é motivada por actos de concorrência desleal, ilegal e inadmissível", afirma a administração do grupo em comunicado.
A reacção do grupo que detém o DN, o JN, o 24Horas e a TSF surge na sequência de uma notícia do Correio da Manhã intitulada "Oliveira está em falência técnica".
Segundo este jornal, que cita a lista das "1000 Maiores Empresas 2009" divulgada pelo Expresso, a Global Notícias e a Olivedesportos (empresas da Controlinveste, de Joaquim Oliveira) "estão numa situação de falência técnica".
A Global Notícias, adianta o CM, apresenta resultados líquidos de 13,427 milhões de euros negativos, sendo este valor superior aos capitais próprios, 9,401 milhões de euros negativos.
O texto, considerado pela administração da Controlinveste, como "terrorismo jornalístico", acrescenta que a Olivedesportos-Publicidade, Televisão e Media, detentora da Sportinveste - que detém os direitos de transmissão do futebol - os resultados líquidos são de 96,793 milhões de euros negativos e os capitais próprios de 93,705 milhões de euros, igualmente negativos.
"A notícia 'convenientemente' omite o facto de muitas das empresas do grupo Controlinveste terem capitais próprios e resultados substancialmente positivos, esquecendo dolosamente de referir que a mencionada situação de capitais próprios está exclusivamente relacionada com a existência de imparidades relativas a participações detidas em sociedades cotadas, cujos valores eram, à data de fecho das contas, substancialmente inferiores ao respectivo valor da aquisição", justifica.
"Tal situação nada tem que ver com os resultados operacionais positivos que o grupo demonstra", acrescenta.
A situação de capitais próprios negativos, sublinha ainda a Controinveste, é "actualmente comum a muitas das maiores empresa nacionais, de que é exemplo relevante a própria Cofina (sociedade proprietária do Correio da Manhã".
Aliás, adianta ainda, "se o Correio da Manhã praticasse jornalismo minimamente sério devia, em coerência, publicar amanhã: 'Cofina, de Paulo Fernandes, em falência técnica".
A Controlinveste avisa ainda que o grupo e os seus accionistas "reservam-se o direito de recorrer a todos os meios legais disponíveis para defender o seu bom nome".
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