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As vendas nacionais de cerveja acumularam uma queda de 5% desde o início do ano.
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Com a queda do consumo a ditar as suas leis, o sector das bebidas não escapa à crise. Por arrasto, o vinho também está num mau momento.
As vendas nacionais de cerveja acumularam uma queda de 5% desde o início do ano, quando comparadas com 2008, como resultado do arrefecimento generalizado do consumo, que se vem verificando há vários trimestres sucessivos. Unicer e Sociedade Central de Cervejas - que juntas assumem a quase totalidade do mercado nacional - coincidem neste valor, que vem aprofundar ainda mais o emagrecimento do mercado cervejeiro já detectado em 2008, ano em que se verificou uma redução do consumo em 2,2% face ao ano anterior.
O arrefecimento do consumo parece estar a afectar os dois canais de distribuição, quer o alimentar (hipers, supers, etc.) quer o de consumo imediato (restaurante, cafés, etc.). Para o primeiro, e segundo dados Nielsen que reportam ao final de Abril, o consumo de cerveja sofreu uma retracção de 1%, para os 56,27 milhões de euros; a consultora não tem números agregados para o canal Horeca, mas face à queda global de 5%, dificilmente podem ser positivos. Se as quedas neste canal vierem a confirmar-se, isso representará uma inversão da tendência de 2008, ano em que o consumo de cerveja nos restaurantes e cafés sofreu um ligeiro aumento de 2%, ao mesmo tempo que o consumo de vinho caía 5%.
A ligação não é casual: o emagrecimento da capacidade financeira das famílias resultou em 2008 na transferência do consumo do vinho para a cerveja em restaurantes e cafés. Mas, tal como avançou fonte oficial da Unicer, a persistência da crise poderá ter feito com que as situações que envolvem consumo de bebidas fora de casa tenham sofrido novo corte, o que se vai repercutir negativamente no consumo de cerveja.
E apesar do Verão que se avizinha, as expectativas das duas cervejeiras para o resto do ano continuam cinzentas. A persistência do tempo instável e a esperada diminuição da actividade turística são dois factores negativos que podem afundar ainda mais o consumo de bebidas.
Face a este quadro, as duas cervejeiras têm-se mantido afastadas da normal guerra de preços que costuma marcar o seu (des)entendimento. É que, segundo a mesma fonte, uma guerra de preços num ano de mau consumo pode resultar na perigosa junção entre facturação em queda e rentabilidade das vendas em declínio - factor que os accionistas estrangeiros das duas cervejeiras nacionais, Heineken na Central e Carlsberg na Unicer, não gostam de encontrar nas suas empresas.
A alternativa é criar apetência por novos consumos de cerveja - e tanto a Unicer como a Central de Cervejas estão neste momento a preparar os seus lançamentos de Verão; ou tentar crescer noutros segmentos das bebidas, onde ambas têm interesses. Neste particular, e segundo dados oficiais para 2008 das associações dos sectores envolvidos, tanto o segmento das águas como o dos refrigerantes estão em queda (4,8% e 4,9%, respectivamente) e só o dos sumos de frutas e néctares está a subir (mais 3,5% que no ano anterior.
O sector dos vinhos não está melhor que o das cervejas. "Está a assistir-se a uma transferência do consumo para vinhos mais baratos" ou para outras bebidas, adiantou ao Diário Económico o presidente da Associação Nacional dos Comerciantes e Exportadores de Vinhos e Bebidas Espirituosas, Paulo Amorim.
Segundo este responsável, o valor médio dos vinhos adquiridos no canal alimentar desceu para os dois euros por garrafa e paralelamente "está a assistir-se ao crescimento da procura de vinho em ‘bag in box'", recipiente que no mercado nacional continua a ser conotado com vinho de má qualidade.
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Comentários (7)
Mais tarde ou mais cedo, escreve-se direito por linhas tortas...As sucessivas campanhas anti-alcoólicas, melhor anti-vínicas (leia-se as sucessivas campanhas publicitárias levadas a cabo pela Prevenção Rodoviária Portuguesa durante muito tempo nas televisões e os reclames ainda afixados pelas estradas nacionais de que "o álcool mata", com o copo de vinho a entornar em fundo que, pelos vistos muitos não se cuidam em ler!...), mais não tinham como objectivo desviar o consumo do vinho para a cerveja, porque a morte nas estradas continua a ser o que é!...E o resultado está aí...É que, agora, nem cerveja nem vinho...Bebe-se água, enquanto a houver, pelo menos nas torneiras, porque os jovens, os reformados e os desempregados também têm direito à bebida!...Eu, cá por mim, ainda tenho algum gosto e capacidade de escolha, porque sou do tempo das sopas de cavalo cansado!...
Pois é... Tá visto que além de fumadores também eram alcoolicos...
É de rir
Meus amigos a explicaçao é simples.Vende se muito menos cerveja,pois quem sustentava grande parte do consumo eram os fumadores,apartir do momento que foram poribidos de fumar enquanto bebem .......já era de prever ...Paciencia
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