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Construção

Construtoras queixam-se dos atrasos nos pagamentos de Angola

Nuno Miguel Silva  
06/07/09 00:05

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1 leitores

Luanda suspendeu pagamentos ao exterior. Teixeira Duarte, Soares da Costa e Mota-Engil têm tesourarias debilitadas.

As maiores construtoras nacionais estão a enfrentar crescentes dificuldades de tesouraria porque não estão a receber ou estão a receber com muito atraso, e de forma muito parcelar, a facturação das obras que já efectuaram em Angola.

Segundo os elementos recolhidos pelo Diário Económico junto de diversas fontes do sector, já estão em causa várias centenas de milhões de euros, mas até ao fecho da edição foi impossível obter uma reacção oficial junto das empresas mais afectadas, como a Teixeira Duarte, Soares da Costa e Mota-Engil.

Desde há quatro meses, principalmente devido à queda dos preços do petróleo, o Estado angolano - cuja economia é excessivamente dependente do crude - decidiu fechar a torneira dos pagamentos a empresas estrangeiras, para tentar compensar o desequilíbrio económico e orçamental interno que a situação começou a provocar nas finanças internas do país.

 

 




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Comentários (7)

José Pedro, | 14/07/09 12:45
Concordo que o último comentário é pertinente, pois existem inúmeras vítimas de menor dimensão aqui dentro das nossas fronteiras, de que ninguém fala, e o agressor não é senão o mesmo Estado visado nos comentários iniciais, por interposta "pessoa" de hospitais, bancos, câmaras municipais, etc.
Isso não invalida que o investimento em Angola tenha de ser feito com pés e cabeça e que tenha igualmente de haver por parte do governo angolano a noção de que estamos lá para os ajudar a reconstruir o país, não para lhes tirar o dinheiro...


JR-Angola, | 06/07/09 15:13
Os pagamentos não estão suspensos, têm que obedecer a regras de licenciamento que existem desde 2006 mas não eram aplicdas...
E então em Portugal as dívidas dos hospitais às farmaceuticas, dívidas das câmaras... É fácil atirar pedras...


gil costa, Braga | 06/07/09 10:47
É verdade, mais um caso de má governação... É os vistos, é a linha de credito, são os investimentos angolanos em Portugal, e agora é a transferencia de dinheiro para cá...
andamos sempre ao sabor da corrente...


ABN, | 06/07/09 10:32
Desculpem lá a minha pergunta: porque carga de água Portugal permite que empresas e empresários relaccionados directamente com o regimen político angolano - QUE SE PERMITE SUSPENDER PAGAMENTOS AO EXTERIOR PARA EQUILIBRAR O SEU ORÇAMENTO - invistam em importantíssimas empresas portuguesas ? Te-se a noção dos perigos que isto representa ????


Estarola, | 06/07/09 08:49
É incrível! O nosso primeiro-ministro tem um faro terrível para o negócio. Sempre que indica um país no qual as empresas portuguesas devem apostar como mercado de exportação, esse país entra em crise. Senão, vejamos: Espanha, Venezuela, Angola. Quando entrará em recessão a Líbia?


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