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INE

Construção dá fracos sinais de retoma

Cristina Barreto  
10/09/10 12:40

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1 leitores

A actividade da construção manteve em Julho a tendência negativa dos últimos meses, continuando a ser um dos sectores mais penalizados pela crise.

A produção na construção caiu 7,8% em Julho, face a igual mês do ano passado, segundo revelou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE). Ainda assim, verificou-se uma ligeira recuperação face ao mês anterior, em que actividade do sector tinha recuado 8,1%.

A Construção de Edifícios continua a ser o segmento com pior desempenho no sector, tendo em Julho registado uma quebra homóloga de 12,1%.

Também os índices de emprego e remunerações na construção continuam a cair, tendo em Julho sofrido reduções de 7 e 5,8%, respectivamente, anuncia o INE.

Já em termos mensais, a produção na construção cresceu uns ligeiros 0,4%, após dois meses seguidos em queda.

Num outro relatório, também divulgado hoje, o INE revela que no segundo trimestre deste ano foram licenciados 7,1 mil edifícios, menos 12,9% do que em igual período de 2009, com a região de Lisboa a liderar as quedas (-23% em Julho). Já o número de edifícios concluídos cresceu 3,7% para 10,2 mil nesses três meses.

 





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Comentários (10)

Jorge , | 13/09/10 18:22
Mais Obras públicas? com défice público de quase 100%, juros de dívida publica de 6%, defíce externo de 250% e a galopar brutalmente? O que precisamos mesmo é que seja feito um inventário geral ao nosso país, por parte de novas cabeças não partidiárias, identificar quais são e serão os sectores-chave para o futuro europeu e mundial e ver onde podemos encaixar Portugal. Isto já não vai lá com remendos nem com novas leis ou impostos. Há que fazer "Reset Total" a Portugal. Há que dizer a verdade: daqui para a frente as coisas só vão piorar para o país e para todos nós.. Não há volta a dar, a Espanha, o nosso parceiro está na fossa, para além de ser super-proteccionista muito dificilmente vai reduzir o desemprego. Os países europeur ricos seguem a sua própria bitola, não tem nada a ver connosco. É o que vos digo amigos: "Reset Total", Inventário Global, gente inteligente e apartidiária, quem sabe um novo modelo de gestão do país, público-privado, privado, estrangeiro? Já estou por tudo porque meus amigos a paciência já está quase no fim :(


Jorge , | 13/09/10 18:04
Conheço um construtor com casas de luxo à venda numa zona à beira tejo, com mais de 50 apts e que apenas vendeu 5 em 2 anos! Como ele deve haver milhares, digam-me, quando é que ele vai despachar as casas, pagaro o emprestimo e construir casas novas? provavelmente nunca. O sector da construção residencial vai estar morto pelo menos por mais uma decada, vai apenas haver mercado para a segunda mão. Não há volta a dar... não há dinheiro!


Carito , Cascale | 10/09/10 23:56
Dizer avancemos com obras públicas como está aí num comentário pode ser certíssimo ou, muito disparatado. Que o sector gera emprego é verdade, mas que interessa gerar falsos empregos?! Porque são falsos (despesa e não riqueza), se se construírem obras que não interessam a ninguém. Tal como o são já hoje, as centenas de milhares de fogos a mais. Construídos para dar trabalho, porém ocupam solo, que podia estar livre, estão desocupados, e, eventualmente um dia são ocupados pelos que estão em barracas. Esse sim seria um dos usos inteligentes!...Porém, contraria as lógicas com que essas obras foram feitas???...Obra pública, hoje, pode ser restaurar o património. Mas, mesmo esse investimento exige estudos que poucos têm feito!


Luís Almeida , s. João da Madeira | 10/09/10 16:28
Construir casas de habitação?
Existem muitas para venda sem contar com aquelas que deveriam serem reabilitadas e que estão nos centros das cidades.
O meu concelho que é o mais pequeno do País 8km2 possui cerca de 1.000 casas devolutas.


Joseph People , LX | 10/09/10 14:45
Podiam construir prisões de 5 estrelas, farão falta em breve para prender esta corja.


Gaudio , | 10/09/10 14:06
O estado deveria apoiar o sector productivo e os bens transacionaveis, em vez de gastar tudo em betão e em serviços.

Bens transacionaveis e o sector productivo que são a solução pra nos tirar da crise.

deveriam saber isto em primeira mão os meninos de São Bento!!!!!




ze ninguem , | 10/09/10 13:57
4rf:
Fazer muitas obras publicas, se não trazem beneficios economicos para apopulação vai dar em mais endividamento...

Aconselho vivamente toda a gente interessada em compreender a crise e o porquê do endividamento excessivo do Estado, e compreender melhor os problemas económicos, a lerem o seguinte:

Resumo do livro "Economia Numa Única Lição" (em Português):
w w w.hacer.org/pdf/Hazlitt02.pdf

(apaguem os espaços entre as letras "w w w" do endereço, depois de fazerem copiar e colar...)

Quanto mais pessoas compreenderem as bases de uma economia sólida, mais os nossos dirigentes vão ter de trabalhar decentemente!!!


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