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Banco de Portugal prevê que o rendimento real disponível diminua devido à moderação salarial e à subidas dos impostos.
São duas das várias notícias negativas deixadas pelo Banco de Portugal: o rendimento disponível dos consumidores vai diminuir em 2010 e 2011 e as condições do mercado de trabalho vão deteriorar-se.
Para justificar a primeira previsão, a instituição liderada por Vítor Constâncio aponta quatro razões: o anunciado congelamento dos salários reais, quer para os trabalhadores da administração pública, quer para os do sector privado; o também previsto aumento dos impostos que consta do Programa de Estabilidade e Crescimento; a previsível subida das taxas de juro; e a pressão que os elevados números do desempregados fazem sobre quem está empregado. Razões que levam o Banco a antecipar "uma queda do rendimento disponível real no horizonte de projecção".
Mas as notícias negativas estendem-se ao mercado de trabalho. Segundo a instituição liderada por Vítor Constâncio, "o ritmo limitado de crescimento da actividade económica permite antecipar que a destruição líquida de emprego deva perdurar durante 2010", ou seja, não haverá melhorias no desemprego.
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