Finanças

01/02/12 14:15

Conselhos a ter em conta para não perder a habitação

Alexandra Brito

Saiba o que pode fazer para evitar uma situação de incumprimento com o banco.

Conselhos a ter em conta para não perder a habitação

Se dúvidas houver sobre as dificuldades crescentes dos portugueses para amortizarem os seus empréstimos à banca, elas anulam-se facilmente apenas com os dados do Banco de Portugal. Segundo esta instituição, existem mais de 669 mil famílias que entraram numa situação de incumprimento.

A maior parte deste valor diz respeito a créditos ao consumo. No entanto, como os números da APEMIP demonstram, são cada vez mais os casos de pessoas que, numa situação limite, deixam de conseguir pagar a prestação da casa. Para evitar uma situação como esta, tome nota de alguns conselhos.

1 - Ter poupanças
Porque prevenir é melhor do que remediar, tenha sempre de parte uma "almofada financeira" que lhe permita cumprir os seus encargos durante um período de seis meses, caso surja um imprevisto (como uma situação de desemprego). Essa poupança deverá estar alocada em aplicações de elevada liquidez, como depósitos, de forma a poder ser movimentada em qualquer momento.

2 - Não demore muito tempo para falar com o banco
Se já se encontra à beira do incumprimento, não espere mais tempo: fale com o banco, exponha a sua situação e tente renegociar as condições do empréstimo. Isto porque os bancos estão hoje mais abertos a iniciar este processo de renegociação com os clientes do que no passado. Pode também solicitar a ajuda do gabinete de apoio ao sobreendividado, da Deco.

3 - Peça um prazo mais longo para pagar empréstimo
Outra modalidade que os clientes podem negociar com os bancos é o pedido de alargamento do prazo do empréstimo. Isso permite diminuir o valor da prestação mensal - em contrapartida, os encargos totais com juros do empréstimo sobem. Convém ainda ressalvar que a possibilidade de alargamento está dependente de critérios como a idade do cliente e o prazo actual do crédito. Se o empréstimo à habitação foi feito para um prazo de 40 anos, dificilmente terá condições para alargar ainda mais o pagamento deste financiamento.

4 - Carência de capital
Os clientes podem também tentar negociar com o banco um tempo de carência de capital. Nesse período, pagarão apenas os juros relativos ao capital em dívida. Assim, uma família com um crédito no valor de 100 mil euros a pagar em 30 anos, com uma TAN de 3,254% e que tenha hoje uma prestação de 435 euros, se optar por pedir a carência de capital durante três anos, verá a prestação baixar para 271 euros nesse período.

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