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O inquérito do Banco de Portugal, revela que os bancos continuam prudentes na hora de emprestar dinheiro às famílias.
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O Banco de Portugal mostra que as instituições de crédito continuam a subir os ‘spreads’ e a diminuir os montantes emprestados.
Apesar do pior da crise financeira internacional já ter sido ultrapassado, em Portugal os bancos continuam a restringir os critérios de concessão de crédito. E são sobretudo as famílias que sentem mais esse ‘aperto'. Isto mesmo é visível no último inquérito aos bancos sobre o mercado de crédito, ontem divulgado pelo Banco de Portugal.
Os resultados do inquérito, realizado em Janeiro deste ano, mostram que as instituições financeiras portuguesas apertaram no último trimestre de 2009 ainda mais os critérios de concessão de crédito para particulares. O maior conservadorismo dos bancos teve reflexos práticos: o aumento dos ‘spreads' no crédito à habitação e ao consumo e a aplicação de menores rácios de financiamento. "A aplicação de critérios mais restritivos ter-se-á traduzido no aumento dos spreads aplicados (...) e na diminuição do rácio entre o valor do empréstimo e o valor da garantia", adianta o Banco de Portugal. A justificar a maior cautela dos bancos em emprestar dinheiro às famílias estão vários factores. Por um lado, as instituições esperam que o desemprego continue a subir em 2010, o que é uma ameaça para o aumento do malparado. Por outro lado, as entidades consultadas no inquérito acreditam na continuação da "deterioração das perspectivas para o mercado de habitação e na actividade económica em geral".
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