Um licenciado que entre no mercado de trabalho vai ter um salário médio bruto de cerca de 1200 euros.
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Estudo revela quanto ganham os licenciados das diferentes áreas.
O salário médio pago, este ano, a um recém-licenciado foi de 1.223 euros ilíquidos e os mais bem pagos são os cursos de Gestão e Economia, que continuam a ser o melhor cartão de visita para ganhar mais, pelo menos no início de carreira. A conclusão é de um estudo sobre política salarial em Portugal da consultora Hay Group.
Se um recém-licenciado em Gestão e Economia ganha, em média, 1.369 euros, já um recém-licenciado em Marketing não chega aos mil euros.
Por outro lado, se os salários dos recém-licenciados de Economia, Gestão e Engenharia têm seguido uma trajectória de subida, nos últimos anos, os de Marketing têm vindo a descer. "Os recém-licenciados em Economia e Gestão são quadros polivalentes para as empresas.
Facilmente, um economista ou um gestor vai para o marketing ou para os recursos humanos. O mesmo já não se passa com o licenciado em marketing, que não muda tão facilmente de função", afirma Rui Luz, director do Hay Group.
A conclusão é que as empresas estão a valorizar e a pagar mais pela flexibilidade e polivalência dos quadros que entram.
No caso das engenharias, o engenheiro consegue um melhor nível salarial se tiver um MBA, que lhe vem acrescentar competências de gestão aos conhecimentos técnicos que traz da faculdade, explica Rui Luz. Mas, mesmo sem MBA, as engenharias continuam a ser também dos cursos mais bem pagos. Se bem que, dentro das engenharias, há umas mais bem pagas que outras. "Desde 2008, a retribuição de engenheiros tornou-se das mais competitivas, mas o maior crescimento vê-se nos cursos de especialização em Sistemas de Informação", diz o estudo. As profissões ligadas a esta área, incluindo a Engenharia de Sistemas, chegaram muito perto do salário médio da Economia e Gestão, abaixo apenas nove euros, com 1.360 euros mensais.
Em contrapartida, "as engenharias industriais para segmentos, são licenciaturas menos adaptadas às empresas", adianta o mesmo responsável, e por isso sofrem mais no salário.
Depois do aumento da oferta de recém-licenciados devido às mudanças curriculares de Bolonha, explica a consultora, este ano o valor médio mensal que as empresas declaram pagar aos recém-licenciados "cresceu significativamente, dos 1.076 para os 1.223 euros". A explicação para essa subida é a aposta das empresas na maior procura de novos talentos, com vista ao rejuvenescimento dos seus quadros, "necessidade sentida num contexto em que a geração de ‘baby boomers' se prepara para engrossar o número de reformados".
Por outro lado, o estudo do Hay Group - feito a uma amostra de centenas de empresas e com base apenas nestas cinco áreas de licenciatura - mostra que tem havido uma diminuição da percentagem de empresas que têm uma política salarial específica para recém-licenciados. Segundo Rui Luz, isso significa uma de duas coisas: ou que essas empresas não têm contratado novos quadros ou que muitas delas integram o salário dos recém-licenciados nas suas políticas salariais de início de carreira.
Na hora de pagar ao recém-licenciado, conta não só o curso, mas muito a escola. "Se ter uma licenciatura em Marketing não é o mesmo que ter uma em Gestão, dentro da Gestão vir de uma determinada escola não é o mesmo que vir de outra", sublinha o responsável da consultora.
Rui Luz acrescenta ainda que os estágios curriculares "já não são a principal porta de entrada nas empresas". E explica que as empresas fazem parcerias com as universidades e até aceitam alguns estagiários, mas fazem-no para suprir "necessidades de curto prazo", como baixas médicas, licenças de parto ou férias e não com o objectivo de recrutar.
Quanto aos estágios profissionais, segundo o Hay Group, a salário médio mensal de 2009 situou-se nos 687 euros ilíquidos.
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Eu gostaria de saber se isto é em Portugal! Porque um estagiario ganhar 700€ nao deve ser ca. E um recem licenciado a ganhar 1227€ mt menos.
Para reenviar ao tiago
e um soldador tem um ordenado de miseria com estas politicas que temos vindo ter e com estes jovens que so querem trabalho de cadeirinha e computador quero ver mais uns anos adiante onde vamos parar.ninguem quer trabalhar na ferrugem mas piores dias viram.
Eu trabalho nas obras, trabalho 8h por dia nao almoço e so recebo 500€.
Geração de Baby Boomers em Pt? Alguém precisa de lições de história.
Para tua inspiração....bjs
Isso é tudo muito bonito, mas nao dizem em que zonas de Portugal é que pagam esses salários? Será em Castelo Branco, Guarda, Faro? Ou será em Lisboa? Esses salários só em Lisboa...e conheço pessoas de Economia, com dificuldades em arranjar emprego...
Se forem para dirigentes intermédios (directores, assessores de gabinete, controllers, adjuntos, coordenadores e afins) dos hospitais epe's recebem acima dos 3000€/mês.
Gostava de saber que média dos recém-licenciados em gestão ou economia é essa e onde foi feita... de certeza que foi só na área de Lisboa porque no resto país ganhar em média 1369 euros? É que é já a seguir...
Curiosamente em riqueza curricular a gestão e economia são os que menos conteudo têm, ah mas são os que mandam nisto tudo. No meu cursozinho de engenheria tive, "Fundamentos de Gestão", "Gestão de Projectos de Engenheria", Empreendoderismo, Inovação e Transferência de Tecnologia" e "Gestão e Políticas Públicas em Telecomunicações" onde se dá imensa econometria (que não passam de banalidades que toda a gente sabe), claro que chega e sobra para as 35 cadeiras de Gestão que pouco acrescentam ao ramo de economia do secundário. Meus senhores, fazer apresentações "powerpoints" todos nós sabemos desde a idade de pegar o magalhães e isso é do que há mais em gestão (principalmente). Resta ao empregador ter o olho aberto, porque os engenheiros estão preparados para fazer tudo e o contrário não é verdade.
Que conversa da treta! Esta aldrabice de "vocês são mais reconhecidos quanto mais cursos tirarem" é a patranha do século. Serve apenas para alimentar os milhares de professores e universidades que vivem todos os dias na expectativa de receber mais candidatos e assim resolver o seu congénito problema de sustentabilidade financeira. Deixemo-nos então de tretas: o grande trunfo para a obtenção de bom trabalho foi, é e continuará a ser a CUNHA!
Caro David de Almada,
A sua pessoa sabe tudo sobre Gestão, porque é do teor do senso comum, pelo que diz, e tudo sobre Engenharia, uma vez que além de formado em tal, deve ter-se formado com distinção. Pena é que ao falar do secundário se tenha esquecido de tomar apontamentos das aulas de Língua Portuguesa... Escreve-se "Engenharia" e "Empreendedorismo".
Sempre às ordens, Sr Engenheiro!
Caro David, isso é verdade para muitos cursos de Gestão que andam a ser ministrados em Politécnicos e algumas Universidades de menor exigência. No entanto, garanto-lhe que se fosse hoje tinha ído tirar Gestão para a Nova ou Católica. Trabalho maioritáriamente com Engenheiros, e apesar de técnicamente serem mt bons, não sabem muito bem de finanças e deixam muito aquém o planeamento e gestão de recursos, entre eles os RH.Há excepções, e qd um engenheiro é bom, é mm bom, mas são execpções, infelizmente.
Estava a ler o comentário do David, de Almada e, até determinada altura deu-me vontade de rir. Mas, lendo até ao fim dá vontade de chorar... a rir!!!!
35 cadeiras de gestão num curso de Gestão????? :)
Power points????? :)
Só se for na Univ. Independente, mas até essa já fechou...
O sr. só deveria falar daquilo que sabe, quanto ao resto não diga asneiras!!!!
1º Quase todas as cadeiras que diz que teve, são leccionadas em Gestão, pelo menos na minha Universidade. Já agora é Empreendedorismo!!!!
2º Também temos, ao contrário do que o sr diz, cadeiras de Econometria (aliás o próprio nome indica a origem da cadeira)
3º só lhe faltou dizer no fim: "resta ao empregador (gestor) ter o olho aberto...". é que sabe, normalmente quem toma deciões de gestão são, por incrivel que pareça......... os gestores!!!
Ai David, David... esse cotovelinho está que nem pode. A mim, que tirei um curso de economia, um engenheiro só ensina coisas se forem de engenharia ou se eu trabalhar numa empresa de construção, ou numa área que lide com equipamentos/montagem/manutenção... Numa seguradora, num banco, numa empresa de logística, na distribuição e pequeno/médio/grande retalho, numa farmacêutica,num hospital, numa empresa do Estado que não seja das Obras Públicas, não tem nada que o seu curso me possa ensinar de útil no meu trabalho. São cursos diferentes e que servem fins diferentes. E que há cursos mais abrangentes nas suas matérias e nas competências que desenvolve, isso é uma verdade insofismável!