Economico logo
Nova tecnologia exclusiva para utilizadores registados
Empreendedores

Conheça os CEOs de sucesso que desistiram da faculdade

Marta Marques Silva  
05/08/09 10:45

enviar noticia
1 leitores

Nunca terminaram o curso, alguns nem sequer passaram pela universidade. Apesar disso, construíram impérios. Chamam-lhe a “escola da vida”.

Preocupa-lhe o facto de não ter acabado o curso? Não se aflija, Bill Gates também não acabou. É certo que, possivelmente, não tem um QI de 170, ou a genialidade de aos 16 anos programar o computador da escola para ser colocado em turmas maioritariamente femininas, mas não desespere. Nem só de casos paradigmáticos se constrói o lote de gestores de topo que se "baldaram" à faculdade.

Sir Richard Branson, o descontraído presidente-executivo (CEO) da Virgin, construiu um império que vai da música à aviação, do vestuário aos bio-combustíveis, passando até pelas viagens aeroespaciais. Não só nunca frequentou a universidade como era disléxico e desistiu da escola aos 16 anos. Em contrapartida, foi educado para ser independente e auto-confiante. Foi assim que, após ter largado os estudos e ainda com 16 anos, fundou a revista ‘Student'. Lançou a primeira edição mas antes teve de penar para conseguir vender a publicidade.

Obstinados, confiantes, persistentes. "Quando fundei a empresa, era basicamente uma ideia que fugia à sabedoria convencional. E, se alguém dizia que não ia funcionar, simplesmente não ouvia", lembra Michael Dell, fundador, ‘chairman' e CEO da Dell, o segundo maior fabricante de computadores do mundo. Frequentou a Universidade do Texas e, embora não tenha terminado o curso, os anos académicos revelaram um talento comercial: vendia subscrições do Houston Post, um negócio que rendeu 18 mil euros. Comprou um carro e três computadores. Contudo, a verdadeira vocação já a havia descoberto aos 15 anos, quando abriu um Apple e decidiu reconstruí-lo, só para ter a certeza de conseguir fazê-lo.

Irreverentes e sonhadores. O fundador e ‘chairman' do Alpha Media Group, que publica entre outros títulos a ‘Maxim', começou por escrever uma biografia e publicar uma revista sobre Bruce Lee. Em 1973, quando estrelas das artes marciais começaram a falecer subitamente as vendas dispararam, dando assim início à fortuna daquele que já foi nomeado pelo "The Guardian" como o homem mais poderoso dos media. À parte disso, escreve poesia, anedotas sobre a sua vida privada e diz asneiras na televisão britânica.

E depois há quem tenha trocado a faculdade pelo sonho de um dia ser actor. Não correu bem. Ty Warner haveria mais tarde de fundar a fabricante de brinquedos Ty Inc.

Vividos, experientes, sagazes. "Torne-se um especialista numa área fundamental do seu negócio. Ninguém começa como um generalista", aconselha Alfred Taubman, fundador da cadeia de centros comerciais ‘Taubman Centers'. Apesar de nunca ter terminado a faculdade, tem o seu nome gravado em edifícios da Brown, Harvard, Universidade do Michigan e Lawrence Technological University.

O território nacional também é profícuo em exemplos, começando pelo homem mais rico de Portugal. Américo Amorim, presidente do Grupo Amorim, frequentou o curso comercial na Escola Académica do Porto mas, por vontade própria começou cedo a trabalhar na pequena fábrica de rolhas do avô. Até hoje, admite que não gosta de ler e muito menos de escrever, o que não o impediu de construir uma fortuna avaliada em mais de três mil milhões de euros. Da cortiça para a banca, Fernando Ulrich, CEO do terceiro maior banco privado português, ainda frequentou o curso de Finanças no actual Instituto Superior de Economia e Gestão. Mas o apelo do jornalismo falou mais alto. Com apenas 20 anos, integrou a redacção do Expresso, jornal do qual foi fundador, a convite de Francisco Balsemão. Tinha a seu cargo a página de Bolsa, que assinava sob o pseudónimo Vicente Marques. A falta de canudo não o impediu de, com 22 anos, exercer funções de assessor do embaixador português junto da OCDE, em Paris, ou mais tarde chefiar os gabinetes de dois ministros das Finanças e do Plano.

Amancio Ortega, presidente da Inditex, detentora da Zara, ou Rui Nabeiro, fundador da Delta, são outros exemplos de que não é indispensável um curso para singrar. Uma personalidade singular e, por vezes, um amigo insistente, podem ser bem mais úteis. Foi Paul Allen quem persuadiu Bill Gates a deixar Harvard para fundarem a Microsoft.

(Esta notícia saiu na edição impressa do Diário Económico do dia 1 de Agosto)





Envie o seu comentário


Disclaimer: "O Económico apela aos leitores para que utilizem este espaço para um debate sério e construtivo, dispensando-se, para o bem de todos, o insulto e a injúria gratuitos. Comentários inadequados devem ser denunciados e quando tiverem mais de três denúncias serão eliminados automaticamente. O IP do leitor não será revelado mas ficará registado na base de dados".

Comentários (27)

JFreire, | 05/08/09 19:40
Fantástico o comentário do Sr Pinheiro de Faro e, se me permite, faço minhas as suas palavras. Tal como ele, eu também não terminei o meu curso, aliás, fui para a facultade porque tinha amigos e colegas de trabalho,chefes, directores e administradores constantemente a dizerem-me que era uma parvoice eu não fazer um curso superior, e acabei por deixa-lo. Não me sinto minimamente inferiorizado perante "Dr, Eng, Arq, etc". Fico por vezes estupefacto de ver e ouvir muitos "formados" que acabaram o curso e não conseguem dali tirar nada, porque pura e simplesmente decoram matérias e não as entendem. A formação académica é um complemento importante para a escola da vida, permite "criar defesas" para a enfrentar. Começei a trabalhar cedo por opção, passado alguns anos, com muito esforço, humildade, dedicação e honestidade, estou onde ambicionei um dia estar. O ser formado não significa que tenha mais capacidades que outros. Vejo gente todos os dias, uns que acabam cursos e realmente são bons e que com facilidade encontram empregos, e vejo outros que nem com três cursos conseguem um lugar seja lá onde fôr. Não quero com isto dizer que não se devem formar, se é realmente essa a vontade façam-no, mas com dedicação para mais tarde poderem tirar algum proveito.


joba, Ponta Delgada | 05/08/09 19:34
Já agora fica aqui o convite a todos os CEO sem curso. Se um dia alguma coisa correr mal, aproveitem e inscrevam-se nas "novas oportunidades" he he he


LEGRU, | 05/08/09 19:26
Muitas vezes o salto para o sucesso resulta dum pequeno pormenor. Ter tempo e possibilidade de, durante algum tempo ficar privado dum salário mesmo que miserável.
Amorim começou a trabalhar na corticeira do avô.
Bill Gates concerteza que tinha meios de subsistência quando se meteu na aventuta da Microsoft.
Não vale a pena continuar. Se alguém precisa de trabalhar de dia para poder à noite jantar, não tem qualquer possibilidade de triunfar, porque não tem "pulmão" que lhe parmita dispensar o salário diário. O merceeiro não perdoa...


CÃO COM PULGAS, | 05/08/09 18:08
Meus amigos, ou trabalhando o estudando, o que é preciso e vergar a espinha, coisa que hoje muita pouca gente quer fazer. Não há outra maneira de chegar ao sucesso....há desculpem....há sim...politico.....


Do contra, | 05/08/09 18:01
*António Costa Lima - O Américo Amorim e outros tantos como ele devem ser chineses.


Zé mio, | 05/08/09 17:56
Há coisas que não aprendem nos cursos superiores....Caso contrario, todos os que tenham cursos superiores, estavam ricos!

Mas vida, é feita com esperteza, com alianças, algum conhecimento e, sobretudo com muita LÁBIA. Este último ponto, faz toda à diferença!

:-)




pedro, | 05/08/09 13:52
Sim filhos, nos anos 60 e 70 só não ficou rico quem não quis... queria ver se hoje em dia repetiam a proeza... É que no tempo em que começaram, vender cascas de alho dava dinheiro... hoje, já está tudo atribuído, os mercados consolidados e quem não tem nome ou riqueza de família bem pode ir pregar para outro lado... a malta aqui nem emprego fixo consegue, quanto mais montar impérios...
E não se esqueçam que o Bill Gates já tinha património da familia,que empatou (e bem) na criação da Microsoft...
Há quanto tempo é que não se cria um grande cgrupo em Portugal?


António Silva, P.Varzim | 05/08/09 13:43
São de facto pessoas com valor, pois singraram sem o "canudo",porque são inteligentes,competentes e responsáveis nos seus negócios.
Só que nos dias de hoje - cada vez mais é evidente e provas não faltam - não basta ter estas e outras virtudes essenciais para vingar neste competitivo e i globalizante mercado do trabalho, é preciso também ter as "cunhas" para entrar nas empresas de sucesso. E quantas pessoas (incluindo formadas) não haverá em Portugal com valor para desempenhar cargos de valia e são "tapadas" por outras que por vezes não "mereciam" ter essa sorte?! Infelizmente é a realidade absoluta e inequívoca.


Henry, | 05/08/09 11:34
Se tiveres um amigo que seja maçon ou tenha começado a estudar na U.Independente tens altos voos à tua espera.


NapoLeão, | 05/08/09 11:33
São as tais excepções à regra ! Mas nem tudo aqui aparece escrito. Há segredos que não são divulgados e dá jeito que não sejam conhecidos para não manchar "o brilho" destes comendadores ou candidatos a ! E o grande CEO dos Rolling Stones, que abandonou a LSE e consegue manter a multinacional dos Rolling a facturar há mais de 4 décadas ?


alberto, lisboa | 05/08/09 11:31
Não existe relação directa entre terminar um curso superior e o sucesso empresarial ou executivo. Existem muitas pessoas nessas circunstâncias, não são é conhecidas. E não há mais porque o recrutamento de quadros superiores em Portugal é muito formatado, O que conta hoje são , a inteligência (muitas vezes desprezada ou não aferida nos recrutamentos ), a capacidade comunicacional, a existência de conhecimentos de nível superior para funções especializadas, a adaptabilidade, a experiência, a capacidade de trabalho, a motivação etc.
Ter um curso superior nada prova, nem sequer que se possui o requisito sine qua non que é a inteligência, a quantidade de licenciados burros que encontrei na minha vida profissional não tem limite eheh, no entanto, é fundamental prosseguir o esforço de dotar o país com pessoas com formação adequada às necessidades de crescimento económico e científico.


António Costa Lima, Setúbal | 05/08/09 11:14
Se fossem portugueses esses senhores, hoje ainda estavam na cepa torta. Este tipo de situações só acontece nos países das oportunidades, onde a mentalidade é totalmente diferente da portuguesa. Cá só à lei da cunha.


GJPSantos, | 05/08/09 11:08
A escola da vida é muito importante, mas a formação académica é importante.


Zé Cardozo - o Tuguês, Lisboa | 05/08/09 11:03
Oh Zé Cardoso lá porque a tua vida é um fracasso não significa que quem tem sucesso é por via ilegal ou obscura.
Este povinho é muito deprimente.
Aquele abracinho ao de leve!


M.Ramos, | 03/08/09 11:08
Estas realidades vêm dar razão à minha participação e convicção sobre a acção governativa, em relação à formação académica da classe política dirigente.


Publicidade

Collapse

Bolsa

Close
-
PSI 20
-
FTSE 100
-
DAX 30
-
CAC 40
-
SMI
-
AEX 25
-
IBEX 35
-
DOW JONES
-
NASDAQ
-
BOVESPA

Acções do PSI 20

-
-
ALTRI
-
-
JERON. M.
-
-
BPI
-
-
MOTA EN.
-
-
BANIF
-
-
PORTUC.
-
-
BCP
-
-
PT TELEC.
-
-
BES
-
-
REN
-
-
BRISA
-
-
SEMAPA
-
-
CIMPOR
-
-
SONAE IN.
-
-
EDP EN.
-
-
SONAE
-
-
EDP REN.
-
-
SONAECOM
-
-
GALP
-
-
ZON
Feed com delay de 15 minutos
MyTable
Collapse

Económico Digital

Close
Económico Investidor