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Trabalho

Conheça as profissões com mais saída no Brasil

Madalena Queirós  
22/02/12 14:00

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Comércio, distribuição, construção e engenharia são os sectores com mais procura no mercado brasileiro.

Com um crescimento económico de 3%, segundo estimativas do FMI, o Brasil é um mercado em considerável ascensão, mas vê-se confrontado com um problema. Se, por um lado, se prevê que o país tenha abertura a colocar cerca de oito milhões de quadros qualificados, até 2015, as universidades brasileiras têm sentido dificuldades em acompanhar o crescimento de vagas.

Assim, o Brasil tem-se tornado um mercado muito apetecível para trabalhadores estrangeiros à procura de melhores oportunidades. O sector do comércio e distribuição lidera a lista dos que mais quadros procuram, com mais de 420 mil lugares. Segue-se a construção com 250 mil vagas. Em terceiro lugar, surge o sector das empresas de ‘call center' com 120 mil lugares. Com a proximidade da organização do Mundial de Futebol de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016, o Brasil anunciou também que precisa de cerca de 100 mil engenheiros.

"Há uma preferência pelos trabalhadores portugueses, pela língua pela cultura e porque são trabalhadores que se adaptam muito facilmente", afirmou o embaixador brasileiro português, Mário Vivalva. Assim, não é de estranhar que, se em 2010 foram concedidas 798 autorizações do Ministério do Trabalho para portugueses trabalharem no Brasil, e no primeiro semestre de 2011 esse número já ascendia aos 509 vistos de trabalho.

Ainda assim, há algumas dificuldades que qualquer português que esteja a pensar lançar-se numa nova carreira no Brasil deve ter em conta. Por um lado, o processo de conseguir um visto de trabalho não é fácil, podendo custar entre cerca de 100 e 200 euros.

Também se sente ainda algum proteccionismo, aponta José Guedes, português que dirige a GFK em São Paulo. "Tem de haver uma justificação para levarmos um recurso de fora, que vai ocupar o lugar de um brasileiro", explica. Por fim, mesmo com o visto conseguido, é importante compreender que, se é verdade que os salários praticados são mais elevados, também o custo de vida o é.

Nota: Trabalho publicado na edição de 8 de Fevereiro de 2012 do Diário Económico

Assine aqui o Diário Económico para ler na íntegra o Suplemento Universidades





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