Mais Lidas
Comunidade
- Facebook sobe 4% mas ainda está longe do preço do IPO 14:40
- Número de casais inscritos nos centros de emprego atinge máximo histórico 14:03
- PS diz que Passos vai estar no Conselho Europeu com posição reforçada 13:50
- Lufthansa vai ligar o Funchal a Berlim e Düsseldorf 13:44
- Interesse da Lufthansa na TAP é " pura especulação" 13:35
Comércio, distribuição, construção e engenharia são os sectores com mais procura no mercado brasileiro.
Com um crescimento económico de 3%, segundo estimativas do FMI, o Brasil é um mercado em considerável ascensão, mas vê-se confrontado com um problema. Se, por um lado, se prevê que o país tenha abertura a colocar cerca de oito milhões de quadros qualificados, até 2015, as universidades brasileiras têm sentido dificuldades em acompanhar o crescimento de vagas.
Assim, o Brasil tem-se tornado um mercado muito apetecível para trabalhadores estrangeiros à procura de melhores oportunidades. O sector do comércio e distribuição lidera a lista dos que mais quadros procuram, com mais de 420 mil lugares. Segue-se a construção com 250 mil vagas. Em terceiro lugar, surge o sector das empresas de ‘call center' com 120 mil lugares. Com a proximidade da organização do Mundial de Futebol de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016, o Brasil anunciou também que precisa de cerca de 100 mil engenheiros.
"Há uma preferência pelos trabalhadores portugueses, pela língua pela cultura e porque são trabalhadores que se adaptam muito facilmente", afirmou o embaixador brasileiro português, Mário Vivalva. Assim, não é de estranhar que, se em 2010 foram concedidas 798 autorizações do Ministério do Trabalho para portugueses trabalharem no Brasil, e no primeiro semestre de 2011 esse número já ascendia aos 509 vistos de trabalho.
Ainda assim, há algumas dificuldades que qualquer português que esteja a pensar lançar-se numa nova carreira no Brasil deve ter em conta. Por um lado, o processo de conseguir um visto de trabalho não é fácil, podendo custar entre cerca de 100 e 200 euros.
Também se sente ainda algum proteccionismo, aponta José Guedes, português que dirige a GFK em São Paulo. "Tem de haver uma justificação para levarmos um recurso de fora, que vai ocupar o lugar de um brasileiro", explica. Por fim, mesmo com o visto conseguido, é importante compreender que, se é verdade que os salários praticados são mais elevados, também o custo de vida o é.
Nota: Trabalho publicado na edição de 8 de Fevereiro de 2012 do Diário Económico
| Assine aqui o Diário Económico para ler na íntegra o Suplemento Universidades |
Notícias da mesma categoria
Disclaimer: "O Económico apela aos leitores para que utilizem este espaço para um debate sério e construtivo, dispensando-se, para o bem de todos, o insulto e a injúria gratuitos. Desaconselha-se o uso exclusivo de maiúsculas e a repetição de comentários. Comentários inadequados devem ser denunciados e quando tiverem mais de cinco denúncias serão eliminados. O IP do leitor não será revelado mas ficará registado na base de dados".
Publicidade
Acções do PSI 20





