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O Santander, a Ren, a EDP e a PWC foram apenas algumas das empresas que marcaram presença na Feira do Emprego do ISCTE.
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Inquérito a empresas revela que engenheiros ganham mais que os licenciados em Economia e Gestão.
Com a taxa de desemprego jovem nos 35%, as universidades de hoje não têm só a função de dotar os seus alunos de competências técnicas, mas também de prepará-los e ajudá-los a entrar no mercado de trabalho. À semelhança do que acontece em vários países europeus e nos EUA, as universidades portuguesas têm vindo a apostar em gabinetes de gestão de carreiras e emprego, que se dedicam, essencialmente, a realizar iniciativas para promover o emprego entre os seus alunos recém-graduados. Uma das iniciativas mais frequentes e comuns nas universidades portuguesas são as feiras de emprego.
"Cerca de 60 % dos nossos alunos são recrutados pelas empresas presentes no Career Forum", explica Nádia Leitão, responsável pelo Career Services da ISCTE Business School e pela organização da feira de emprego, que teve lugar a 9 de Fevereiro e contou com a presença de 30 empresas de topo, tanto de Portugal como de Espanha.
Se é verdade que as dificuldades em arranjar emprego são transversais a todas as áreas profissionais, incluindo as de Economia e Gestão, a realidade é diferente para os melhores alunos nas melhores escolas do sector. "Ainda há pouco veio uma aluna ter comigo confessar que uma empresa lhe tinha acabado de telefonar para ela assinar contrato já. Ela queria ir a outros processos de recrutamento e há uma grande competitividade entre as empresas", revela Nádia Leitão. "É mais essa a questão, não se sentem grandes questões ao nível da empregabilidade."
Mas nem tudo são boas notícias, avisam os próprios alunos. "Continuamos a ter muitas oportunidades, acima de tudo porque o ISCTE é uma boa escola", afirma Catarina Dionísio, ex-aluna do ISCTE que fez um estágio de Verão na L'Oréal e se dirigiu à feira de emprego para ver as suas escolas. "Sente-se uma retracção das empresas. Conseguir um estágio não é complicado, mas só os estagiários de topo é que têm hipótese de ficar na empresa. Conseguir entrada directa nas empresas é algo que já praticamente não existe", aponta.
A oferta das feiras de emprego não se reduz à mera apresentação de vagas e troca de contactos e currículos. Em eventos como o Fórum Carreiras Católica-Lisbon, que decorreu em Fevereiro, para além do contacto com as empresas os alunos têm também acesso a iniciativas com ‘workshops' de desenvolvimento de carreira, onde os alunos podem aprofundar os seus conhecimentos sobre como fazer um curriculum vitae, uma carta de apresentação ou como comportar-se numa entrevista de selecção. A Católica nota também a crescente participação nestes eventos de empresas que recrutam para mercados internacionais, com destaque para países como Reino Unido, Brasil, Espanha, França, Suíça, Angola ou EUA.
O Nova Business Forum, a feira de emprego da Nova School of Business & Economics, tem lugar a 29 e vai contar com a participação de 58 empresas, que podem marcar a sua presença em pelo menos um de três moldes: ‘stand' corporativo, apresentação de 45 minutos em sala e, por fim, a "Apresentação Turbo", uma sessão de "speed networking" através da qual os alunos e as empresas têm um espaço de tempo limitado para se darem a conhecer antes de passarem ao próximo. O Nova Business Forum recebeu, no ano passado, cerca de 1500 alunos e espera, este ano, um número semelhante.
A participação activa das maiores empresas portuguesas nestes eventos é demonstrativa do valor que as mesmas dão, cada vez mais, a estas formas de recrutamento. Questionada sobre as vias que costumam utilizar no recrutamento e na selecção dos candidatos, a directora de recursos humanos da Mars Portugal, Marta Rocha, explica que a empresa procura sempre estar presente "nos fóruns universitários da Universidade Nova de Lisboa e Universidade Católica Portuguesa com o objectivo de captar novos talentos", para além de vários protocolos de estágio estabelecidos com "universidades estratégicas".
Também o ISEG terá a sua Careerweek 2012 a decorrer nos dias 6,7 e 8 de Março, um evento que, além da Job Fair com ‘stands' de empresas participantes, incluirá ‘workshops' de desenvolvimento de carreira. Para além disso a escola criou uma cadeira a que chama "Preparação para a procura de emprego" . Uma formação de 15 horas onde são apresentadas técnicas de construção de currículo e cartas de apresentação, debatidas posturas e estratégias dos futuros candidatos em situação de entrevistas e ao longo das várias etapas do processo de selecção. Porém, "o ponto forte da unidade reside na construção de um processo de auto-reflexão com a ajuda da docente" para a construção de uma carreira profissional sólida, explica Sofia Bento, a docente responsável por esta unidade curricular.
Estudo Hay Group: Engenheiros conseguem salários mais competitivos
Os salários dos diplomados em engenharias tornaram-se mais competitivos, em 2008, que os dos estagiários de Economia e Gestão. E a área de Sistemas de Informação é a mais competitiva de todas dentro das engenharias. As conclusões são do estudo salarial anual do Hay Group, divulgado a passada semana. "Este ano [2011], sublinhamos uma grande quebra na retribuição média dos estagiários de Economia e Gestão, face ao ano passado", lê-se no estudo. Por outro lado, este estudo traz uma má notícia para os jovens diplomados: pelo segundo ano consecutivo, o valor médio mensal que as empresas declaram pagar aos recém-licenciados voltou a cair, dos 1.173 euros mensais ilíquidos para os 1.122 euros. "A este facto não é alheio o aumento do desemprego entre os jovens", sublinha o Hay Group. Do total de empresas da amostragem da consultora, 38% têm uma política salarial específica para recém-licenciados. Recorde-se que os estágios profissionais têm uma duração média de seis meses e a sua retribuição situa-se, em média, nos 735 euros por mês.
Próximas feiras
- O Nova Business Forum, a feira de emprego da Nova School of Business & Economics, coemça depois de amanhã e vai contar com a participação de 58 empresas.
- O ISEG terá a sua Careerweek 2012 a decorrer nos dias 6,7 e 8 de Março, um evento que, além da Job Fair com ‘stands' de empresas participantes, incluirá ‘workshops' de desenvolvimento de carreira.
Nota: Trabalho publicado na edição de 27 de Fevreiro de 2012 do Diário Económico
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