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Cao Guangjing diz que é importante que os “accionistas portugueses continuem na EDP”.
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O futuro da EDP é “promissor” e passa por ‘joint-ventures’ com a China Three Gorges, diz o presidente Cao Guangjing.
Cao Guangjing recebeu o Diário Económico na sede da EDP um dia depois da assembleia geral de accionistas, no passado dia 20, que aprovou a eleição de Eduardo Catroga e de António Mexia para a liderança da empresa. Descontraído, o presidente da China Three Gorges (CTG) não disfarça o entusiasmo quando fala dos projectos futuros da EDP. Garante que não falou com o Governo por causa de Catroga e acredita que Lisboa vai manter os compromissos que assumiu nos contratos de apoio especial às renováveis.
A CTG é, há mais de um mês, o principal accionista da EDP. Quais são as suas primeiras impressões da empresa e dos accionistas?
A EDP é uma empresa excelente a nível mundial, especialmente no campo das energias renováveis, é a terceira maior do mundo. Nos últimos meses, mantivemos um intenso contacto com os accionistas e a relação até ao momento tem sido muito amigável. Os actuais accionistas têm grandes expectativas em relação à nossa entrada no capital e, por isso, penso que teremos uma muito boa cooperação no futuro.
Ontem [segunda-feira] foram eleitos em assembleia geral o presidente do Conselho Geral, Eduardo Catroga, e o presidente do conselho de administração executivo, António Mexia. Por que é que a CTG os escolheu?
Portanto, o ‘chairman' foi uma decisão dos accionistas... A escolha foi discutida por alguns dos principais accionistas e, posteriormente, aprovada pela maioria em assembleia geral. Gostaria de dizer, relativamente aos comentários que foram feitos, que estas escolhas têm sido feitas através de um processo muito claro, através das decisões dos accionistas. Hoje, a China Three Gorges tem 21,35%.
Mas discutiu estas nomeações com o primeiro-ministro?
Não, porque as escolhas foram dos principais accionistas. Foi uma decisão nossa e dos outros accionistas.
Nas próximas semanas, os accionistas da EDP vão aprovar um novo plano estratégico, para o período 2012-2015. O que é que pode revelar desse plano?
Devemos estar muito confiantes no futuro da EDP. Nos últimos cinco ou seis anos, a EDP desenvolveu-se da melhor maneira, a nível mundial, mas, devido à crise financeira na Europa, a capacidade de refinanciamento foi afectada. Neste momento, a Three Gorges e os bancos chineses poderão dar alguma ajuda. O futuro da EDP é muito promissor, podemos conceder o acesso a alguma liquidez e encontrar sinergias e novas áreas de negócio, através de ‘joint-ventures'.
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