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A confiança dos consumidores norte-americanos avançou para o nível mais elevado desde Abril de 2008 na semana passada.
O índice da Bloomberg para a confiança dos consumidores da maior economia do mundo subiu para -38,4 na semana passada, face aos -39,8 pontos registados na semana anterior. Trata-se do quinto avanço semanal consecutivo e da segunda semana em que o índice se situa abaixo dos 40 pontos. Registos acima desse nível sinalizam períodos de recessão. É também o nível mais elevado desde Abril de 2008, meses antes da falência do centenário Lehman Brothers, que colapsou em Setembro desse ano e desencadeou a mais grave crise nos mercados financeiros desde a Grande Depressão.
Desde essa altura a confiança dos consumidores dos EUA até espreitou por algumas vezes níveis anteriores à queda da Lehman. Essa recuperação perdeu contudo fôlego no início de 2011, altura em que este índice começou a derrapar quase ininterruptamente, até começar a recuperar em 2012.
Na sondagem da última semana, a maioria dos inquiridos pela Bloomberg manifestou ter perspectivas positivas em relação às suas finanças pela primeira vez desde Julho, indicando que a subida das bolsas e a criação de emprego pode encorajar os consumidores a gastar dinheiro em bens e serviços, o que terá um impacto positivo no PIB. Esta melhoria poderá no entanto ser beliscada pelo aumento dos preços dos combustíveis.
"Uma melhoria no mercado do trabalho e uma subida dos preços das acções melhoraram o sentimento dos participantes na sondagem, sobretudo entre os da classe média alta e das camadas mais abastadas", afirmou Joe Brussels, economista-sénior da Bloomberg.
A sondagem da Bloomberg é baseada em inquéritos telefónicos a 1.000 consumidores com mais de 18 anos, que são questionados em relação às suas perspectivas em para a economia, finanças pessoais e predisposição para consumir.
Hoje, o Departamento do Trabalho divulgou que os pedidos de subsídio de desemprego se mantiveram em 351 mil na semana terminada a 18 de Fevereiro, o nível mais baixo desde Março de 2008, mais um sinal da recuperação do mercado laboral dos Estados Unidos.
Nesta altura, os principais índices accionistas europeus seguiam em queda, enquanto Wall Street registava ganhos ligeiros, com o Dow Jones e o Nasdaq a progredirem cerca de 0,2%.
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