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Endividamente de curto prazo vai custar à Carris mais seis milhões por ano.
A Carris contraiu, no ano passado, dívida de curto prazo com ‘spreads' médios dez vezes superiores aos de médio e longo prazo, para cumprir o pagamento do endividamento que foi vencendo no decurso dos meses. Situação que agravou a estrutura do passivo da empresa e os custos financeiros de serviço em seis milhões de euros por ano.
"A Carris foi obrigada a contrair dívida de curto prazo para fazer face aos seus compromissos financeiros, tendo liquidado 74,7 milhões de euros de dívida de médio e de longo prazo", avança fonte oficial da empresa liderada por Silva Rodrigues ao Diário Económico.
Estes novos empréstimos foram efectuados com base em ‘spreads' (diferenciais equivalentes à margem comercial das instituições bancárias), "em média, dez vezes superiores aos contratados nas operações de médio e longo prazo", explica a mesma fonte.
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