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O primeiro-ministro, o ministro das Finanças e o Governador do Banco de Portugal mudaram de discurso em poucos meses.
No "antes" apoiava-se incondicionalmente o PEC, tido nessa altura como capaz e suficiente para resolver os problemas no país. Adiar obras públicas era um assunto fora da agenda.
O "depois" não demorou muito a chegar e passou por um reforço do PEC para responder à crescente pressão dos mercados financeiros. Adiar obras públicas e aumentar impostos já são hipótese nesta altura.
Compare aqui as declarações.
| ANTES | DEPOIS | |
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"Nenhum movimento especulativo fará o Governo mudar de planos (...) O pior que podemos fazer é mudar de plano". |
"Estou a pensar justamente em todos os investimentos que não foram ainda adjudicados, como é o caso, por exemplo, da terceira via, como é o caso do aeroporto, para que os possamos lançar num momento em que a estabilização financeira regresse aos mercados e possa haver maiores garantias de financiamento para que essas obras se possam desenvolver". |
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"Não há aumento de impostos, concentraremos os nossos esforços na contenção e na redução da despesa, seguindo uma política financeira de rigor". |
"Se [ajustamento do défice] tiver de ser feito através de um aumento de impostos, temos de recorrer a uma solução dessa natureza. Não podemos recusar ou pôr de parte toda a panóplia de soluções que serão indispensáveis". |
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"As medidas que vieram a público ao longo do dia de hoje são adequadas ao objectivo de Portugal reduzir o défice para menos de 3% do PIB em 2013" |
"Não me pronuncio sobre medidas concretas que competem ao Governo, mas é evidente que na situação de tensão e dificuldades financeiras, tudo tem de ser ponderado. Tem de se reforçar o PEC, tem de se reduzir mais o défice e se isso implicar o adiamento de despesas para o futuro, com certeza que vai nessa direcção". |
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