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Igualdade

Como ter mais mulheres na liderança das empresas?

Madalena Queirós  
14/06/12 00:05


O objectivo é levar as mulheres a 30% das administrações das empresas europeias.

O objectivo é ambicioso. Garantir que haja uma mulher em cada três lugares nos conselhos de administrações das maiores empresas europeias, nos próximos três anos. Depois há que subir a fasquia para os 40%, até 2020. O desafio foi lançado por Vivianne Reading, vice-presidente da Comissão Europeia. Mas em toda a Europa, apenas 24 empresas subscreveram este compromisso. "O que é muito pouco", sublinha Mónica Santigo, presidente da EPWN Lisbon. Para ajudar a traçar uma estratégia para concretizar este objectivo, Viviane Reading decidiu lançar um questionário a pedir a opinião dos europeus sobre o tema. Depois de um período de debate de três meses deverá ser lançada uma directiva sobre o assunto.

Uma das propostas em causa é a aprovação de quotas que obrigam as empresas privadas a ter mais mulheres nos conselhos de administração. E essa é uma das questões colocadas no questionário.

O inquérito está a ser lançado em Portugal pela European Woman´s Professional Network's (EPWN) com a coordenação de Mariana Branquinho da Fonseca, partner da Heidrick & Struggles (empresa que integra o grupo Ongoing, proprietário do Diário Económico). O inquérito está disponível na página do Diário Económico em www.economico.pt .

Em Portugal, por exemplo, apenas 3% das empresas portuguesas têm mulheres nos conselhos de administração. Portugal está, assim, no fim da lista no que toca à participação de mulheres em cargos de decisão no sector económico. Na Noruega, por exemplo, considerada um dos países mais desenvolvidos do mundo, as mulheres já são 36% dos directores de empresas.

Mas no mapa-mundo, cerca de 10% dos directores de empresas são mulheres e 40% já têm, pelo menos, uma administradora. Mas, no último ano, a presença das mulheres diminui ligeiramente.

Estudos revelam que a diversidade de género na liderança das organizações garante: mais lucros, maior percepção do risco, menos hiper-competitividade e maior capacidade de sobreviver a crises financieras.

Trabalho publicado na edição de 14 de Maio de 2012 do Diário Económico





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