Mais Lidas
Comunidade
“Cintura/Anca = 0,7” é o resultado. Mais uma prova de que a matemática está presente nos desafios do dia-a-dia. Da economia, ao casino, à lei de Murphy.
Prepare-se. Respire fundo e imagine-se num imponente laboratório científico de uma reconhecida universidade inglesa. Neste caso está em Cambridge e os seus objectos de estudo são corpos vivos. De mulheres. A sua missão é medi-las. A investigação: saber qual a proporção de um corpo perfeito. (Gostava de ser cientista, não gostava?). Parênteses à parte, o facto é que esta investigação ocorreu e o resultado foi o seguinte: "através de uma equação que relaciona a largura das ancas com a da cintura, os cientistas descobriram que a melhor relação cintura-ancas é de 0,7". Ou seja, se for mulher, divida o valor da sua cintura pela medida da sua anca. Se o resultado for 0,7, significa que a sua cinturinha representa 70% da sua anca... ou seja, está perfeita. (Se for homem, nem pense em medir alguém que a "olhos vistos" não tem esta proporção... vai irritar... muito).
Parece fácil não é? Mas a verdade é que nem todas as mulheres têm estas "atractivas" formas (já para não falar das célebres medidas popularizadas por Sofia Aparício no programa intitulado "86-60-86"). E se Jessica Alba tem proporções perfeitas, segundo investigadores de Cambridge, Angelina Jolie está muito perto da perfeição. Milímetro a mais ou a menos, o certo é que as que têm resultados matemáticos deste género deverão ter uma maior "facilidade" para embarcar na leitura de uma "Vida Sem Problemas", livro da José Paulo Viana. Para este matemático, "entusiasta das probabilidades, das matemáticas recreativas, dos problemas e da magia matemática", a matemática encontra-se por todo o lado e influencia a forma de estarmos - e de vermos - o mundo. Da lei de Murphy (que diz que "se uma coisa puder correr mal, então correrá mal"), à interpretação dos divórcios e até mesmo à tentativa de entender as notas escolares, tudo encaixa na lógica. Na dita "lógica", filha maior da matemática que leva os neurónios a pensarem, a terem plano B e a embarcarem na vida. Tudo isto, e tal como afirma o autor, para "conseguir descobrir a matemática escondida em muitos fenómenos naturais ou sociais." E para "entendê-los, interpretá-los, prevê-los e controlá-los. Para uma vida sem problemas."
Num momento marcado pela incerteza, ao menos que a matemática nos salve. E já agora:
Como é que a sorte casa com a matemática?
"A sorte e o azar são estudados num ramo da matemática. São as probabilidades. Quando não sabemos o resultado de um acontecimento - por exemplo quando lançamos um dado ou quando vamos assistir a um jogo de futebol - estamos perante acontecimentos aleatórios. E sobre aquele acontecimento isolado não podemos fazer grandes previsões. Mas se forem muitos acontecimentos do mesmo tipo, então a matemática garante-nos os resultados. E é isso que, por exemplo, permite aos casinos ganharem muito dinheiro.
Um jogador que lá vai e joga meia dúzia de vezes pode ganhar ou perder. O casino ganha sempre. Porque na matemática as probabilidades garantem-lhe um lucro, por exemplo na roleta, de 2,7%. Portanto, para o casino é indiferente se eu ganho ou perco.
Para o casino isso não lhe interessa. O que ele sabe é que como há muita gente a jogar, a jogar muitas vezes, durante muitos dias, vai ter 2,7% de lucro. Portanto, a matemática só ajuda a prever se houver uma grande repetição de acontecimentos do mesmo tipo.
Há um autor francês que diz que a melhor estratégia de jogo nos casinos é primeiro não jogar. Segundo, se quiser jogar, então defina um objectivo e não saia dele. Porque quanto mais vezes jogar, maior é a probabilidade de se perder. Isto porque os jogos são organizados para darem lucro a quem os organiza, a quem os faz. E não a quem joga". (Veja a entrevista na íntegra no ETV)
Notícias da mesma categoria
Publicidade
Acções do PSI 20





