Mais Lidas
A factura das compras para a Consoada pode variar bastante, dependendo da cadeia de retalho escolhida.
O Natal está à porta e muitas famílias já começam a preparar a Consoada. Contudo, para muitos agregados, este ano será mais difícil compor a mesa da ceia de Natal. Para além do aumento do desemprego, os cortes nos subsídios de Natal e a esperada subida dos preços no próximo ano vieram impor a muitas famílias a necessidade de apertar os cordões à bolsa. E para muitas, a poupança já se vai fazer sentir na altura de fazer as compras do cabaz de alimentos para a próxima Consoada. No entanto, é sempre possível poupar alguns euros sem ter de abdicar da compra do peru, do bacalhau ou do Bolo-Rei, consoante a loja escolhida.
O Diário Económico muniu-se de um carrinho de supermercado e foi às compras. Com base num cabaz pré-definido de produtos alimentares e bebidas a adquirir conseguimos apurar que é possível poupar cerca de 14%, consoante a cadeia de retalho visitada.
As diferenças de preços até poderiam ser mais dilatadas, já que para este trabalho apenas consideramos três superfícies de retalho.
Nomeadamente, as cadeias de hipermercados Continente e Jumbo, bem como a cadeia de supermercados Pingo Doce. O nosso cabaz foi composto por 17 items, entre produtos alimentares e bebidas, para uma família composta por seis adultos e duas crianças. Na Consoada que preparamos não faltou nem o bacalhau nem o peru ou mesmo o Bolo-Rei, as filhoses e o vinho do Porto. Chegada a altura de pagar a conta, verificámos que o diferencial entre a factura mais barata e a mais cara foi de 13,48 euros. A compra através do site do Jumbo (o mais caro) teve um custo de 111,32 euros enquanto que no caso do Pingo Doce a factura total a pagar ficou em 97,84 euros. Por sua vez, as compras através do site do Continente somaram um valor mais próximo do Jumbo: 108,21 euros. Nesta comparação de preços consideramos sempre os produtos da mesma marca ou então entre produtos da marca própria de cada cadeia.
Independentemente do local escolhido para fazer as compras, a tendência recente indica que os portugueses estão a mudar os seus hábitos de consumo e são cada vez mais selectivos. Segundo um estudo levado a cabo pela Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED), o preço, o tamanho das embalagens e os produtos de marca branca são cada vez mais tidos em conta na altura de encher o carrinho de compras. Neste último caso, a diferença de preços face às marcas de referência por vezes é substancial. Dentro da mesma cadeia, em alguns dos produtos de marca própria que consideramos neste trabalho, os preços chegam a ser menos de metade dos de produtos semelhantes de marcas de referência.
Este Natal, os cabazes e os descontos em cartão têm sido as principais apostas dos grandes rivais Pingo Doce e Continente para cativar clientes. O Pingo Doce, por exemplo, oferece um bacalhau (crescido) na compra de uma das suas três "Ceias de Natal", compostas por produtos no valor de 15 euros. Uma campanha que está em vigor até 20 de Dezembro. Por sua vez o Jumbo, oferece um Bolo-Rei aos clientes que façam uma encomenda acima de 100 euros até este sábado.
Visita a três cadeias de Retalho
Continente
As compras do cabaz de Natal feitas através do site do Continente tiveram um custo de 108,21 euros. Metade deste valor foi gasto em apenas dois produtos: o bacalhau e o peru. Os descontos em cartão têm sido a principal estratégia da cadeia para cativar clientes. Por exemplo, nos brinquedos os descontos de 50% em cartão voltam a marcar a data.
Jumbo
A loja ‘online' desta cadeia de hipermercados foi onde o nosso cabaz de compras ficou mais caro. A factura ficou em 111,32 euros: mais 14% do o preço cobrado na cadeia mais em conta. Para cativar clientes através da sua loja ‘online', o Jumbo está a oferecer até amanhã um Bolo-Rei a quem faça compras superiores a 100 euros.
Pingo Doce
A visita a uma das lojas do Pingo Doce foi a que saiu mais em conta. O cabaz de compras ficou em 97,84 euros. Ou seja, menos 13,48 euros do que a loja mais cara. O bacalhau também reina no Pingo Doce. A cadeia está a oferecer um bacalhau (crescido) na compra de uma das suas três "Ceias de Natal", compostas por produtos no valor de 15 euros. Uma campanha que está em vigor até 20 de Dezembro.
Notícias da mesma categoria
Disclaimer: "O Económico apela aos leitores para que utilizem este espaço para um debate sério e construtivo, dispensando-se, para o bem de todos, o insulto e a injúria gratuitos. Desaconselha-se o uso exclusivo de maiúsculas e a repetição de comentários. Comentários inadequados devem ser denunciados e quando tiverem mais de cinco denúncias serão eliminados. O IP do leitor não será revelado mas ficará registado na base de dados".
Publicidade
Acções do PSI 20





