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Espanha diz ter sido “mais rápida” que Portugal a reagir aos especuladores. Governo pede conselhos a Bruxelas e pondera antecipar entrega do PEC.
Portugal deve acelerar a concretização do seu plano nacional de reformas de 2011, agendado para meados de Abril, para convencer os mercados e sacudir a especulação de um resgate forçado nos próximos meses. A recomendação é de Jean-Claude Trichet, presidente do Banco Central Europeu e de Oli Rehn, comissário dos assuntos económicos, em resposta ao Diário Económico, à margem do G20, que decorreu este fim-de-semana em Paris.
"Pedimos aos governos que apliquem os seus planos da forma mais rigorosa, convincente e cuidadosa possível. Devem-se antecipar aos problemas: isto é uma mensagem muito forte para Portugal mas também para todos os outros países", frisou Trichet, explicando depois que se refere à apresentação do plano nacional de reformas. "Cabe aos países serem convincentes a defender a sua posição aos mercados", rematou.
Na mesma linha, Oli Rehn frisou ser "essencial que Portugal consubstancie as reformas estruturais inicialmente anunciadas", notando que "há um progresso a ser feito neste domínio". Aliás, as autoridades portuguesas, garantiu, "estão em contacto com a Comissão Europeia para que se possa usar toda a peritagem" para a definição das reformas necessárias.
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