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Manuel Salgado pretende colocar ao serviço da cidade os terrenos dos cinco hospitais de Lisboa que serão desactivados.
Há três anos que a autarquia lisboeta trabalha com a Parpública sobre o destino dos terrenos de cinco hospitais em Lisboa - Santa Marta, Miguel Bombarda, Capuchos, São José e Desterro - que serão desactivados após a construção do Hospital de Todos os Santos, na zona oriental. Haverá espaços para mais faculdades de investigação, mas também para novas habitações, comércio e serviços, promete o vice-presidente da autarquia, Manuel Salgado.
Em que fase se encontram as futuras urbanizações da chamada Colina da Saúde, nos terrenos da Parpública (Estamo e Sagestamo)?
A Estamo e a Sagestamo são empresas do universo da empresa pública Parpública. Com o Programa de Reestruturação da Administração Central do Estado (PRACE) e a alteração administrativa do Estado, nomeadamente nas áreas da saúde, quartéis e prisões, houve edifícios que ficaram vagos. Desde há três anos a esta parte tem havido reuniões regulares entre a CML e representantes da Sogestamo, que tem terrenos estratégicos na cidade e que pretende mudar de uso e nós pretendemos que esse uso seja do interesse da cidade. Há projectos muito interessantes, de grande qualidade, e que agora com a entrada em vigor da revisão do PDM poderão ser concretizados.
Pode concretizar?
Todos os hospitais serão desactivados - Santa Marta, Miguel Bombarda, Capuchos, São José e o Desterro - por força da construção do Hospital de Todos os Santos. Estes antigos conventos que caracterizavam aquela zona da cidade a que se chamava a Colina de Santana [área estimada de 183 hectares] serão todos desactivados. Foram estudados em conjunto como uma série de peças, em que há património histórico-arquitectónico de grande valor que precisa de ser conservado e valorizado. Haverá espaços destinados ao município, como cedências obrigatórias de contrapartidas, há outros que se destinam à habitação, comércio e serviços. É um programa diversificado, mas que visa transformar a Colina de Santana na Colina do Conhecimento. Hoje está lá a Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova, o Instituto Câmara Pestana, em fase de finalização, e a ideia é que possam existir outras estruturas ligadas ao conhecimento e à investigação biomédica.
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