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O presidente da CIP pediu hoje ao Governo para "falar toda a verdade aos portugueses" sobre a actual situação económica e financeira do país, para que os empresários possam "gerir convenientemente as suas empresas".
António Saraiva pediu também "aos parceiros sindicais que unam esforços com as federações patronais, para enfrentarem o grave problema do desemprego, através da criação de novas soluções".
O responsável da Confederação da Indústria Portuguesa (CIP), que falava, em conferência de imprensa, na Associação Industrial do Minho, proferiu um "basta" - em tom forte - sobre a atitude do Governo de amenizar a situação da economia, exigindo que, "de uma vez por todas se diga toda a verdade sobre o real e completo diagnóstico do país".
Tal é imprescindível - acrescentou - para que as empresas possam "tomar as medidas e decisões mais acertadas para enfrentarem o futuro".
"Digam-nos de uma vez por todas o que nos espera para se encarar o problema na sua real dimensão, sem que apareçam novas cobranças e surpresas em medidas fatiadas sucessivamente apresentadas", afirmou.
António Saraiva defendeu também que "o Governo tem de dar o exemplo, adoptando medidas fortes de redução da despesa, para adaptar os custos à descida da receita".
Defendeu, por isso, a necessidade de se reformar a Administração Pública, com a extinção de organismos e institutos dispensáveis, bem como de se reformar o sistema político, com redução de deputados, de câmaras e de juntas de freguesia.
Em relação ao elevado índice de desemprego, o presidente da CIP considerou que "é tempo das organizações patronais e sindicais se unirem" para enfrentarem a crise, que "não diminuirá enquanto o país não crescer mais de 2,5% ao ano".
"Temos de mudar de vida e tomar medidas todos juntos que garantam de novo o crescimento económico e a criação de emprego", apelou, lembrando que a UGT "já deu passos nesse sentido" e dizendo esperar que a CGTP "se junte a este movimento".
O empresário diz que não põe em causa a legitimidade da contestação social, mas sustenta que "não com greves gerais que se vão encontrar as soluções".
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