Comunidade
As reprovações e desistências no ensino básico e secundário caíram para metade em 2009. Ainda assim, só no 9º ano, foram 18.750 os que não concluíram.
Os chumbos e desistências dos alunos do 9º ano de escolaridade representaram um custo directo para o Estado português de 56,25 milhões de euros, no ano passado. O valor corresponde a 18.750 alunos que se matricularam no último ano do ensino básico em 2008-2009, mas que não o concluíram. O Diário Económico fez as contas a partir da referência dada pela ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, há um ano: cada aluno custa cerca de três mil euros ao Estado. Se um aluno não passar, "significa que, para terminar esse ano escolar, já vai custar o dobro dos outros", concluía a ministra.
No ano lectivo passado, matricularam-se no 9º ano, no ensino público e privado, 139.972 jovens, incluindo os jovens que frequentam o programa Novas Oportunidades. Destes, ficaram retidos 13,2%. Mas no total do ensino básico público, chumbaram 7,7% dos alunos. Os números são do Ministério da Educação, que revelou ontem que a taxa de retenção tem vindo a descer desde 2002 - era de 14%. O número de alunos matriculados no 9.º ano cresceu 36% durante a última legislatura. Os chumbos caíram ainda mais no ensino secundário público. Em 2005, no início da legislatura, chumbaram 33% dos alunos. Em 2008, a taxa desceu para 18%.

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Por isso se compreende que se tenha "ajeitado"o modo de fabricar alunos aprovados.Quase tão bom como as "novas oportunidades" .O país vai ficar menos educado,mas para ir trabalhar para o estrangeiro,nem é preciso.Basta levar um Magalhães debaixo do braço..
ao Estado ou a nós portugueses?
Parece não haver qualquer dúvida que a diminuição das reprovações divulgadas pelo ME, como algo de muito meritório e onde os professores tiveram um papal crucial, é propaganda barata pois o único e principal objectivo de "promover o sucesso sem trabalho" (só não vê que não quer ou não tem filhos neste sistema de grande facilitismo) é meramente economicista. Se uma reprovação/aluno custa a todos os contribuintes o dobro do que se ele passar de ano, então porquê retê-lo?? Assim, sempre sobram uns milhões de euros para esbanjar onde os governantes bem entenderem, ficando perfeitamente secundarizado a instrução e a formação académica dos "miúdos" deste país!! Que futuro terá Portugal quando o que é premidado é o facilitismo e os "chicos-espertos" em detrimento do trabalho continuado e da persistência no alcance dos objectivos???
Que pena pensar que o melhor para os nossos filhos de 12 e 15 anos, é mesmo estudarem ´"rápido" para depois puderem sair deste país que fede a trafulhice, corrupção, e onde alguns dos valores estruturantes de um indivíduo e da sua relação em sociedade, foram completamente esquecidos: honestidade, lealdade, seriedade, justiça, liberdade, ...
Daqui a 10 anos iremos ver o resultado das reformas desta Srª ou melhor iremos sofrer as consequencias destas.......
Mas que pseudo-governo socialista é este? só pensa em quanto gastou? trata-se de um governo altamente "liberal socialista" e o que esta senhora e a sua equipa investiu em formação, em condições para escola? em campanhas de sensibilização para a sociedade e em especial para os Pais sobre a importância de ter uma formação? NADA!! toda a gente comenta, mas ninguém entra dentro da escola real ou faz alguma coisa para ajudar....
O que é que faz um professor "balda" para não ter problemas? Passa os alunos todos e os pais ficam todos satisfeitos. O que faz um professor que sabe que se não passas os seus alunos não tem progressão na carreira? Passa os todos para não ter problemas e aumentar o "prestígio" da escola. Esta política deste governo é vergonhosa e despreza os mais elementares princípios éticos. Tenta passar um atestado de menoridade aos portugueses.
A notícia acrescenta:
Deus Pinheiro comparou programas e garante “que as pessoas que faziam a 4ª classe há um século provavelmente sabiam mais do que muitas das que acabam hoje o 10º ano agora”.
É duma desonestidade intelectual sem limites … é, de facto, o vale tudo! Já agora solicitava aos autores da notícia que identificassem o documento de Deus Pinheiro onde elaborou essas comparações, para melhor sabermos a margem de erro associada a esse "provavelmente".