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António Mexia reúne o apoio de todos os concorrentes à privatização da EDP.
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Chineses pagam mais, mas o poder político favorece os alemães.
O complexo xadrez que envolve a privatização da EDP ganhou novos contornos. Os chineses da Three Gorges Corporation e os alemães da E.ON estão na linha da frente da disputa pelo controlo da EDP, depois de terem assegurado o aval do conselho geral e de supervisão da eléctrica nacional. Uma luta de gigantes, com valores milionários nunca vistos em anteriores privatizações.
A Three Gorges Corporation oferece 2,7 mil milhões de euros pelos 21,35% que o Estado colocou à venda, mais um suporte financeiro à EDP de quatro mil milhões de euros que permitirá aliviar a dívida de 16,5 mil milhões de euros nos próximos anos. A eléctrica nacional vai precisar, até 2015, de cerca de 2,6 mil milhões de euros por ano para pagar a sua dívida de 10,8 mil milhões de euros.
Ao pacote agregam um plano industrial de dois mil milhões de euros. Tudo somado são 8,69 mil milhões de euros, o dobro do proposto pela E.ON, a qual não tem nenhum compromisso firme em termos de apoio financeiro, contando apenas com uma promessa de dois mil milhões de euros.
Com um preço de 2,5 mil milhões de euros, o grupo alemão aposta no seu plano de negócios para a EDP e na estabilidade da empresa, tendo recusado uma aliança com a Iberdrola, o maior accionista privado da empresa portuguesa, com 6,79%.
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