Universidades

10 Fev 2012

China recebe jovens em início de carreira

Pedro Quedas
China recebe jovens em início de carreira

Brian Renwick, da Boyden, esteve em Portugal para avisar das oportunidades de trabalho na China.

Quando falamos de mercados emergentes, nenhum aparece em maior destaque que a China. Todas as previsões colocam a China a assumir-se, mais tarde ou mais cedo, como a maior economia mundial. Assim, como se devem preparar os profissionais portugueses interessados em explorar todo este novo leque de oportunidades?

"O mais importante é aprender a língua. Não há alternativa. É de uma importância crítica. Até porque, feito isso, todo um mundo de oportunidades se abre. É um óptimo sítio para quem queira abrir o seu próprio negócio, por exemplo", explica Brian Renwick, ‘partner' responsável do desenvolvimento da Boyden na China, que esteve em Portugal para a conferência "Multiculturalismo: Contributo da China para a economia global", organizada em parceria com a AESE.

"Para os mais jovens que dominem a língua, é um grande mercado. Para profissionais mais velhos e já com uma carreira feita, é mais difícil", distingue o especialista em ‘executive search'. "É muito difícil entrar na China logo para um cargo de direcção. É muito mais fácil para quem esteja a começar a carreira".

Também a ter em atenção para quem esteja interessado em trabalhar na China é o modo distinto como os recursos humanos são geridos. "O patrão é o pai e é esperado dos funcionários que obedeçam. Este sistema funciona bem. Este sistema construiu a Grande Muralha e continua a construir grandes pontes e edifícios ainda hoje", explica o ‘partner' da Boyden. "No entanto, onde este sistema falha é na falta de encorajamento da iniciativa individual".

Ao apresentar os resultados de um estudo de mercado que realizou neste país asiático, Brian Renwick avisou o mundo ocidental que, mais do que uma previsão, a ascensão da China ao topo é uma realidade. "Vai acontecer. Todos sabem que vai acontecer. A civilização ocidental não vai ter outra escolha que não aceitar essa situação", avisa. "E não só a China. Temos a Índia, o Brasil, a África do Sul, a Rússia, muitos outros países. Mas a China vai a ser a maior economia mundial dentro de dez anos, tenho a certeza absoluta".

China
Já é o segundo maior país do mundo e a nação com a maior população, com cerca de 1,3 mil milhões de habitantes, e prepara-se também para, a curto/médio prazo, tornar-se a maior economia mundial. Desde que mudou, no final dos anos 70, para uma economia de mercado, a China tornou-se também o líder mundial na exportação de bens.

Nota: Trabalho publicado na edição de 17 de Outubro de 2011 do Diário Económico

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