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A China manifestou-se hoje disposta a "continuar a aprofundar a parceria estratégica" com Portugal.
"O primeiro-ministro Sócrates atribuiu grande importância às relações com a China e esforçou-se activamente para melhorar as relações. Congratulamo-nos com isso", afirmou a porta-voz do Ministério Negócios Estrangeiros chinês, Jiang Yu.
Questionada pela Lusa sobre a crise política em Portugal, a porta-voz disse também que "ultimamente, China e Portugal têm mantido um boa cooperação" e que o Governo chinês deseja "continuar a aprofundar a parceria estratégica global entre os dois países e alargar a cooperação".
Nos últimos seis anos, José Sócrates encontrou-se várias vezes com líderes chineses, nomeadamente o primeiro-ministro, Wen Jiabao, com quem assinou um "Acordo de Parceria Estratégica Global", em Dezembro de 2005.
Em Novembro passado, em Macau, o primeiro-ministro português disse que a melhoria das relações políticas com Pequim "abre novas oportunidades às empresas portuguesas", salientando que "nas economias desenvolvidas há um indicador importante, que é o número de empresas que exportam para a China e estão presentes na China".
Hoje de manhã (hora local), a agência noticiosa oficial chinesa Nova China (Xinhua) considerou que "a crise política" em Portugal colocou o país "à beira" de recorrer ao fundo de resgate europeu.
"O parlamento português votou contra as últimas medidas de austeridade do governo, o que levou o primeiro-ministro, José Sócrates, a demitir-se. A crise política colocou o país à beira de pedir um resgate", diz a Nova China numa cronologia da crise da dívida soberana na zona euro desde a intervenção da União Europeia e do FMI na Grécia, há um ano.
José Sócrates apresentou na quarta-feira a demissão ao Presidente da República, Cavaco Silva, por considerar que ficou sem condições para governar, depois de o Parlamento ter aprovado resoluções de rejeição de toda a oposição ao chamado PEC 4 proposto pelo Governo.
O pedido de demissão do Primeiro-ministro foi anunciado pela Presidência da República que, contudo, salienta que o Governo se mantém "na plenitude de funções até à aceitação daquele pedido". Cavaco Silva irá promover na sexta-feira audiências com os partidos com assento parlamentar.
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