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Participações na Portugal Telecom, BCP, Brisa e Zon custaram 349 milhões ao banco público.
A Caixa Geral de Depósitos (CGD) registou pela primeira vez na sua história resultados negativos. Em 2011, o banco obteve um prejuízo de 488,4 milhões de euros em 2011, um resultado que compara com o lucro de 250,6 milhões de euros verificado em 2010.
Em comunicado, o banco público revela que os resultados foram "fortemente penalizados pela difícil envolvente económica e financeira, que conduziu ao registo, como custo do exercício, de provisões e imparidades no montante global de 1.674,6 milhões de euros".
A Caixa salienta que as imparidades relativas a títulos ascenderam a 613,1 milhões, onde se incluem as desvalorizações verificadas nas posições "detidas pela CGD na PT, BCP, Brisa e ZON, no montante de 349 milhões de euros, e à exposição à dívida grega", que custou 133 milhões ao banco público. Por seu turno, as imparidades do crédito ascenderam a 827 milhões de euros.
O banco liderado por José de Matos acrescenta que, desde o início da crise financeira em 2008, "face à desvalorização continuada dos títulos, o Grupo CGD já reconheceu na sua conta de resultados imparidades nas participações financeiras e outros títulos num montante acumulado de 1.844,7 milhões de euros".
A principal área de exploração do banco continuou a ser a banca comercial nacional, onde os resultados desceram para os 586 milhões de euros em 2011. Já a actividade internacional e a actividade dos seguros e saúde subiram para 256 milhões e 252 milhões de euros, respectivamente.
No ano passado, a instituição viu a margem financeira subir 13,6% para 1.832 milhões de euros, enquanto o produto da actividade bancária e seguradora caiu 2,2% para 3.032 milhões de euros.
O banco público revela ainda que o crédito a clientes caiu 3,4% para 81.631 milhões de euros no ano passado, ao passo que o "saldo dos depósitos ascendeu a 64 mil milhões de euros, dos quais 45,3 mil milhões (70,7% do total) respeitantes a depósitos a prazo e de poupança".
Os custos operativos do banco também baixaram 3% para cerca de 1.900 milhões de euros, originada sobretudo pela redução dos custos com pessoal (-5%), e dos fornecimentos e serviços de terceiros (-3,6%).
A 31 de Dezembro, o banco público registava um rácio core Tier I de 9,4%, acima dos 9% impostos pelas autoridades de supervisão até final de 2011. No entanto, até final de 2012, o core Tier I terá de subir acima dos 10%.
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